Às vezes, quando vejo as pessoas do bairro onde moro, me vem a memória de um encontro bíblico que tive há alguns anos em outro lugar.
Não me lembro exatamente que texto estávamos pensando. O que sei é que ele estava falando sobre o amor.

Uma das pessoas disse que os cristãos se distinguem pelo amor. E é verdade ou, pelo menos, devemos ser vistos transmitindo amor a todas as pessoas com quem nos relacionamos. Mas me perguntei: não existem pessoas que se consideram ateus, agnósticas, ou que nem mesmo questionam a existência de Deus, mas cuja vida é verdadeiramente um reflexo do amor de Deus?
Na Capela onde estou agora, gente da paróquia começou a fazer um «almoço popular» para partilhar a comida com os necessitados do bairro e, se tem fundaram aquela panela há tanto tempo, foi graças a outras pessoas que não questionam a sua fé, mas consideram importante ajudar as pessoas que não têm suas necessidades básicas atendidas. Em outros lugares essa mesma ajuda foi feita, por iniciativa de pessoas que não são da Igreja.
Pessoalmente, isso me leva a pensar várias coisas. A primeira coisa é que não devemos cair na crença de que somos os melhores do mundo. Há muitas pessoas de coração generoso. Isso me leva ao fato de que, nesses corações generosos, está também o de Deus – embora não de forma «oficial» – e eles próprios podem nos ensinar o Evangelho do Amor, que é o reflexo de Deus, porque Deus é Amor.
Depois de relembrar esta memória, um único desejo me vem à mente: ser um instrumento humilde e simples que compartilhe o amor de Deus.
