
Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamava, dizendo:
«Senhor Jesus, recebe o meu espírito».
De joelhos, ele gritava com voz forte:
«Senhor, não lhes imputes este pecado».
E, dizendo isso, adormeceu.
(Atos 7, 59-60)

Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamava, dizendo:
«Senhor Jesus, recebe o meu espírito».
De joelhos, ele gritava com voz forte:
«Senhor, não lhes imputes este pecado».
E, dizendo isso, adormeceu.
(Atos 7, 59-60)
Como pode um homem nascer, se já é velho? (Jo 3, 4) E eu acrescentaria automaticamente: será que isso é possível em certa idade?…

Após refletir, percebo que existem momentos que, devido a diferentes circunstâncias, nos ajudam e motivam a renascer, apesar da idade. E é algo que estou vivenciando agora.
Um renascimento que me faz reler a história com sinceridade e misericórdia, conduzindo-me a uma relação mais compassiva com os outros e comigo mesmo.
Isso me leva a uma reorientação, convidando-me a mudar a forma como vivencio os acontecimentos e, às vezes, a uma mudança nos compromissos ou nas ações diárias.
Convida-me também a redescobrir aquele primeiro chamado de Jesus, a respondê-lo aqui e agora, o que me faz examinar como posso responder a Ele, dadas as minhas possibilidades e limitações atuais.
Que este tempo de inquietação e serenidade me ajude a renovar-me em mente e espírito.

«Vós deveis nascer de novo. O vento sopra onde quer, e tu ouves o seu ruído, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito.»
(Jo 3, 8)

Meu Senhor:
Preciso me abrir à tua paz.
Eu reconheço!
Porque às vezes,
pela justificação do medo,
fecho as minhas portas para ti,
e não deixo que a paz que nos dás penetre.
Esse mesmo medo me impede de te ver e reconhecer,
e há momentos que ajo como Tomé,
como incrédula e não com fé,
apesar de te te-lo reconhecido na minha vida.
Tu sabes que eu preciso — e nós precisamos —
daquela paz que tão insistentemente nos ofereces.
Agora quero abrir-me por dentro,
para que siga penetrando cada vez mais,
essa paz e o impulso que sopra o Espírito,
para responder ao teu chamado do envio,
apesar dos momentos de medo.

Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-lhe quem era, pois sabiam que era o Senhor.
(Jo 21, 12)

Fica conosco, neste momento
que são feitas guerras sem sentido,
ferindo e matando pessoas
que não estão envolvidas no conflito político.
Fica conosco, Jesus,
onde o conhecimento é poder e não serviço;
onde a competição prevalece sobre a partilha;
onde o individualismo permeia cada canto.
Fica conosco, dá-nos força,
para que o teu amor altruísta nos mova,
dá-nos coragem, paz, esperança…
o suficiente para nos impedir de permanecermos passivos.
Fica conosco… pois eu sei que estás aí,
mas às vezes temos dificuldade em te reconhecer.
Ajuda-nos a ver-te em cada passo,
todos os dias, todas as noites, o tempo todo,
e no pão abençoado e partilhado,
na Eucaristia, que é o nosso alimento.

Hoje, as palavras ressoam: «Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito», (Mt 28,5-6).
E o que mais me toca, o que sinto que devo — e quero — viver a cada dia, é a resposta a: «Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão» (Mt 28,10).
Não tenho medo, Senhor. Sei que o tu estás comigo para cumprir esta missão, impulsionada pela paz e alegria que me dás, e pela tua ajuda e presença constante nos momentos difíceis.

Jesus,
vieste para amar,
e nós te odiamos…
para te dar dignidade,
e nós te humilhamos…
para te dar vida,
e nós te matamos…

«Vós me chamais “Mestre” e “Senhor”, e dizeis bem, pois eu o sou.
Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros».
(Jo 13,13-14)
Isso deixa claro que, para Jesus, autoridade é serviço.
Seguir Jesus me impele a servir? A servir agora, de qualquer maneira que eu possa? De que maneira, como, quando e onde eu sirvo neste momento, nesta fase da minha vida?

«Em verdade, em verdade vos digo: um de vós me entregará». (Jo 13,21)
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