
Celebramos a festa da Anunciação do Senhor e na Eucaristia lemos Lc 1, 26-38. Com este texto celebramos muitas festas marianas, ou seja, o lemos várias vezes ao ano, mas nem sempre ele tem que nos dizer a mesma coisa.
Quando começo a orar, depois de ver o contexto, tendo a me concentrar em uma parte ou apenas uma frase. Dependendo da situação que estou vivenciando, internamente uma frase vai-me chamar minha atenção ou outra, vai-me «falar» por dentro.
Hoje foi a pergunta de Maria: Como vai ser?
Mesmo que o anjo diga a ela naquele diálogo para ser feliz e não temer… ela deveria se sentir «sobrecarregada». Receber uma tarefa que ela não poderia realizar sozinha, que precisa de algo «extraordinário»… não é nada fácil.
E a verdade é que hoje é o que mais me chama… porque também me sinto sobrecarregada. O fato de me serem confiadas tarefas que não sei como fazer, tarefas para as quais não me sinto qualificada e às vezes temo bloqueia-me… acabo por reagir fazendo todo o tipo de perguntas para terminar com uma desculpa que me justifique não realizá-lo. O Senhor realmente quer que eu o faça?…
Por isso peço ao Senhor que me dê – dê-nos – a graça de poder responder com confiança, com serenidade como Maria, apesar da incerteza: aqui estou, Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.
