Os fariseus perguntaram a Jesus quando viria o Reino de Deus e Jesus lhes disse: «o Reino de Deus está entre vós» (Lc 17, 21). «Está», isto é, tempo presente; não vai chegar, mas já chegou e ficou conosco.

Outra coisa é que, sem pensar que é algo espetacular – porque pelo menos isso nunca me passou pela cabeça – não temos consciência dessa presença, não sabemos distinguir, sentir. Seria muito mais fácil se pudesse ser sentido com os nossos sentidos, embora às vezes até mesmo assim seja complicado. Por exemplo: uma simples fotografia, para algumas pessoas também pode ser a memória de um acontecimento importante, como um casamento.
Mas, voltando ao Reino de Deus, reconheço que não posso vê-lo com os sentidos, mas sim com aquele coração, com aquele sentimento que pode dar grande valor às coisas insignificantes. Estar ciente de que está entre nós, entre mim mesma me faz reconhecê-lo cada vez que vejo – mesmo com todos os meus sentidos – os gestos de amor na minha vida simples, sem nada de extraordinário. Além disso, faz minha vida focar em refleti-lo, portanto, que esse amor não é pontual, mas contínuo.
Como diz a canção de Pablo Martínez:
E se amarmos o Reino de Deus se torna maior.
E se amarmos o Reino em todos os lugares, ele se expandirá.
E se amamos o Reino de Deus, ele já está aqui.
