Frase para orar, Reflexão

O que Lhe pedimos?

«Peçam e lhes será dado». É verdade, está escrito em (Lc 11, 9). Mas me concentro em (Lc 11, 13): «Se vocês, que são maus, sabem dar coisas boas aos filhos, quanto mais o Pai do céu! Ele dará o Espírito Santo àqueles que o pedirem».

Ao lê-lo, comecei a ler alguns dos pedidos que fiz na frase final dos comentários anteriores, tais como: a graça de ser sal e luz; a graça, a força, o impulso de fazer a sua vontade; a graça necessária em cada momento da nossa vida, da minha vida, para poder responder com fidelidade ao teu chamado; que continue a me ajudar a «falar» e compartilhar a sua Palavra da maneira mais correta possível…

Então, eu não peço qualquer coisa mas, ser eu mais consciente da presença do Espírito que me dá o impulso, a força, a graça para ser fiel ao meu compromisso de cristã.

Obrigada, Senhor, por dar o melhor por todos nós, o Espírito Santo que anima e dá vida cada dia.

Frase para orar, Reflexão

Oração e ação inseparáveis

Na resposta de Jesus (Lc 10, 42), em um momento fiquei com as suas palavras: «Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada».

Ele diz que é necessário apenas uma coisa e que Maria escolheu a melhor parte… dessa coisa. Imediatamente me veio a frase «Ora et labora» (São Bento).

A oração, o encontro com Jesus, nos leva à ação. E nessa ação, nesse serviço, por mais cotidiano ou simples que seja, podemos sentir a presença de Jesus, podemos ouvir o que ele nos diz através de pessoas, pensamentos, sentimentos… Embora nem sempre seja fácil distingui-lo. Mas a verdade é que oração e ação se unem, uma coisa nos leva à outra sem poder separá-las.

Se nos atermos apenas à ação, podemos acabar como a Marta, cansada porque «estava ocupada com muitos afazeres». No final, acabamos esgotados, nos sentimos abandonados e cansados, sem forças – físicas ou espirituais – para continuar atuando.

É verdade que às vezes vemos tantas necessidades que queremos fazer tudo, mas Ele só nos pede o que podemos.

Às vezes acontece que queremos orar e não atingimos um clima de silêncio interior; preocupações, distrações bobas vêm à mente, tudo que nos impede de nos concentrarmos em ouvir sua Palavra; segundos tornam-se minutos e horas… Nesses momentos é difícil ser fiel ao encontro com Ele. Mas esse sentimento interior é vivido também nos outros momentos do dia, embora sejamos menos conscientes. Não é só na oração, mas nela ficamos mais conscientes de como nos sentimos por dentro e o excesso de ação, às vezes é o recurso para fugir dessa realidade pessoal interior, que condiciona a forma como ouvimos a Palavra.

Senhor, ajuda-nos a continuar escutando a Tua Palavra todos os dias para a levá-la à nossa acção, ao nosso quotidiano e, ao mesmo tempo, a ver e sentir nessa vida a Tua presença, a Tua Palavra.

Reflexão

Encontro Matrimonial

Não sei até que ponto posso falar ou comentar sobre o casamento, porque meu compromisso é como religiosa, como freira. Mas assim que li isso, me vem à mente um matrimônio casado por amor. E se esse amor for verdadeiro, farão todo o possível para continuar a alimentá-lo, continuar a crescer, continuar a aceitar as mudanças pessoais de cada um que, se for feito a partir do amor e do compromisso conjugal, será a favor da família que tem-se formado.

Logo depois de falar do matrimônio, aparecem os filhos que, ao que parece, no tempo de Jesus, até a maioridade, não eram «valorizados», eram «marginalizados». Sem julgar aquele costume daquele momento, me pergunto agora: será que um casal apaixonado, casado por amor, vai marginalizar «o fruto» que aquele amor deu? Seria impensável!

Coincide que este mês tenho participado com a minha irmã de comunidade no Encontro de Matrimônio que ensina e dá ferramentas para viver o matrimônio – e porque não, o sacerdócio e a vida religiosa na sua relação com as pessoas da paróquia e de sua própria comunidade – com amor, compreensão, sinceridade, empatia… em plenitude.

No final, esse amor se reflete na relação com os filhos e filhas… e outros parentes e pessoas que têm contato com as pessoas do Encontro Matrimonial.

Obrigada, Senhor, por me colocar e nos colocar no caminho, com essas pessoas que nos ensinam a viver nosso compromisso com amor e de forma plena.

Frase para orar, Reflexão

O copo de água

«Quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa». (Mc 9,41)

Essa frase me atrai, gosto de como ela valoriza um gesto simples e como algo tão simples é tão vital, porque você pode morrer de sede, de desidratação. Ao mesmo tempo, questiona-me: «porque sois de Cristo», porque esse não é um título que nos dá uma categoria, que fica apenas na aparência, isto é, que o vivemos apenas por momentos, mas é um compromisso radical pela vida, vinte e quatro horas por dia, que influencia a nossa forma de pensar, agir, ser, viver…

A recompensa para mim, eu a recebo com liberdade interior, com paz recebida, com misericórdia, com amor… Não é uma recompensa material, mas sim é vital para continuar encorajando o caminho iniciado, o sentido da minha vida.

E essa recompensa não é dada pelo trabalho realizado, ele não o faz por mérito, mas simplesmente por amor. Outra coisa é que as pessoas que «somos de Cristo», que vivem conscientemente esse compromisso, estão também mais conscientes da sua presença na nossa vida, da graça por Ele recebida.

Obrigada, Senhor, pela graça recebida por Ti, embora não estejamos cientes em todos os momentos.

Reflexão

Segue-me

«Segue-me» (Mt 9, 9), é a palavra que temos vários dias durante o ano, especialmente quando celebramos o dia de alguns dos Apóstolos.

Aquela palavra que ele nos fala todos os dias e que também podemos orar por meio de uma música.

Hoje me vem à mente o canto «Vocação» do Pe. Zenzinho.

Frase para orar, Reflexão

A autoridade, o serviço, o amor

Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. (Mc 9, 34)

Sim, calaram-se… porque sabiam que esse pensamento não era adequado, que Jesus não quer poder, mas serviço, não quer patrões imponentes, mas animadores-servos. Jesus nos revela que autoridade é serviço e que o serviço é a sinal de amor.

Como exemplo de serviço, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse-lhes de acolhê-lo.

Sei que naquela época e cultura, as crianças não valiam nada, até os doze anos não eram levadas em consideração. Mas hoje não me concentrei nisso, mas na realidade atual chegou até mim, o que muita gente experimenta.

Vem-me a imagem da criança que atrai as pessoas com o seu olhar, com a sua espontaneidade… e apesar de não conhecê-la, quase todos queremos cumprimentá-lo. Com nossos olhos, frequentemente nos comunicamos com ela. Não há problemas de idioma. Seu sorriso ou sua tristeza nos deixam felizes ou tristes.

Ao mesmo tempo, é limitada, ainda depende das pessoas para crescer fisicamente e em sabedoria, para crescer em todos os seus sentidos. Esses primeiros anos vão marcar muito o seu futuro.

Quando vemos uma criança indefesa, nosso coração tem compaixão, queremos ajudá-la, queremos servi-la. As crianças tocam o nosso coração e estes sentimentos têm que nos levar a acolhê-las, a partilhar carinho com elas, a ajudá-las nas suas necessidades a partir das nossas possibilidades.

Senhor, ajude-me a evitar esses pensamentos de poder quando eles vierem a mim e aumentar o serviço do amor.

Frase para orar, Reflexão

O alicerce e o fruto

«Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons» (Lc 6, 43)

É certo. E acrescento que algumas frutas podem tornar-se más, mas apenas algumas, como as pessoas boas, aquelas que «do fundo do coração sai o bem», não são perfeitas.

A outra imagem de que gosto é a dos «alicerces na rocha» (Lc 6,48).

Onde eu lancei meus alicerces? Para mim, a rocha sobre a qual lancei meu alicerce é a fé. A fé em Deus dá sentido à minha vida; o meu dia a dia depende da fé: o início do dia, os meus compromissos, a forma como me relaciono com as pessoas.

É verdade que no texto diz que está sobre a rocha, mas ao mesmo tempo sinto que essa rocha, essa fé, tenho que aprofundar. Se eu colocar as fundações apenas na superfície da rocha, sem «aprofundá-la» em absoluto, ela não ficará protegida de rajadas de vento forte, eles podem «destacá-las», movê-las da rocha. Se minha fé fosse superficial, na primeira dificuldade da vida, eu teria «jogado a toalha».

A vida bem «incrustada» numa fé profunda, supera as dificuldades – não as livra – doenças, fracassos, sofrimentos …

Obrigada, Senhor, por ser a minha rocha, onde tenho colocados os alicerces da minha vida, sabendo que assim dará quase todos os frutos saudáveis.

Frase para orar, Reflexão

O tratamento e a compaixão

Este trecho do Evangelho de Lucas (Lc 6, 27-38) contém muitas frases que orientam o modo de vida, conduta, relacionamento com os outros, se queremos ser discípulos de Jesus. E eu fico com duas delas.

A primeira é: «O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles», e me traz lembranças porque, com essa motivação, estudei Assistente Clínico -que antigamente se chamava a Formação Profissional na Espanha- e Auxiliar de Geriatria.

Tendo me sentido às vezes um «número», me motivou a me preparar para tratar a gente como pessoas que são, que nós somos. Queria ter aquele contato físico e afetivo, a partir do acolhimento e do carinho que todo ser humano deseja e necessita, principalmente nas situações difíceis por falta de saúde, somando em alguns casos, a ausência da família.

É verdade que somos muito diferentes e nessas situações nem todos reagem da mesma forma, alguns deles tornam-se violentos, ou pode ter sido sempre. Em asilos, como em escolas, empregos ou qualquer outro lugar onde haja um grupo de pessoas, encontraremos de tudo: alegres e tristes, com serenidade ou excessiva agressividade… Mas ainda são pessoas – como todos somos – com capacidades e deficiências.

Isso me leva à outra frase com a qual permaneci: «Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso». Este «sede misericordioso» vai ajudar-me a compreender melhor a sua situação, a ajudá-la no que posso, a perdoá-la -se for o caso-, a reconhecer e ver a minha própria fragilidade e a tratá-la como eu gostaria que me tratassem, se eu vivesse aquela mesma situação.

Obrigada, Senhor, pelo teu ensino, não só pela Palavra, mas também pela experiência de ter-me sentido acolhida por Ti; por ter sentido a compaixão que tu tens tido por mim.

Frase para orar, Reflexão

Os encontros

Jesus é apresentado a «um surdo» (Mc 7, 32), uma pessoa rotulada negativamente.

Quando me coloco no lugar de uma pessoa rotulada, minha primeira reação é não ouvir, me isolar das pessoas que me rotulam, que me marginalizam e essa mesma reação dificulta a minha comunicação, mal consigo falar com eles.

Então eu me aproximo daqueles que me aceitam e me amam como eu sou.

A situação pode acabar aí. Pessoas que chamamos de amigos vêm à mente, mas são apenas para passar o tempo, para se divertir. Apesar da parte humana, ter me acolhido, com eles não há reflexões pessoais, não há profundidade no diálogo, a relação é superficial.

Mas também há verdadeiros amigos, que não só me acolhem, mas também me ajudam a não me isolar e a me encontrar também por dentro. Vêm à mente pessoas específicas que me acolheram, ajudaram-me a aprofundar a minha vida com a fé – a vida e a fé agora são inseparáveis para mim -, ensinaram-me a ouvir com empatia – como fizeram comigo -, tem-me questionado e ajudado a me expressar, a falar, a colocar as palavras não em assuntos superficiais, mas nas profundezas da vida.

Em outras palavras: essas pessoas me conduziram a Jesus. Graças a isso tive um… e mais encontros só com Ele, onde abriu meus ouvidos para «ouvir» sua Palavra e me incitou a «falar», a comunicá-la por diversos meios, a compartilhá-la com minha vida, no meio da vida cotidiana.

Obrigada, Senhor, pelos encontros que tive, tenho e terei sozinha contigo. E peço que continues me ajudando a «falar» e compartilhar tua Palavra da maneira mais correta possível.

Frase para orar, Reflexão

A rede

Lá me vejo, em torno de Jesus (Lc 5, 1), cada vez que começo a viver uma oração pessoal ou comunitária, um encontro com sua Palavra, uma Eucaristia.

E na oração de hoje, Jesus diz-me e diz-nos: «Avance para águas mais profundas, e lancem as redes para a pesca» (Lc 5, 4).

Apesar das poucas irmãs que somos; apesar das poucas pessoas que participam fisicamente na paróquia; apesar da sequência de roubos na capela; apesar da «deterioração» por parte de nossos amigos, parentes, irmãs… se já não estão, faltam; apesar de tantas situações que se nelas nos encerramos, crescem a tristeza, o pessimismo, a desesperança, a angústia… Tu confias em nós, encoraja-nos e diz-nos «Remai para o mar e lançai as tuas redes».

Às vezes me sinto como Pedro: «Mestre, tentamos a noite inteira e não pescamos nada»… (Lc 5, 5)

Mestre, eu me sinto tão «pouca coisa»! E nas situações que estão ocorrendo, o que posso fazer? Diante do furto, da doença, da violência e se formos mais longe, da situação do Haiti, do Afeganistão… e de tantos outros lugares onde sofrem, mas na mídia não denunciam, isso não importa.

Apesar disso, eu confio nEle; quero responder como Pedro: «mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes».

Vou lançar as redes com carinho, boas-vindas, simplicidade, sem prestar atenção nem focar na quantidade de peixes, pois eles nem nos dizem o número. Diz muitos e que precisava da ajuda de outro barco, assim como eu preciso de ajuda para lançar minhas redes na Cáritas ou em qualquer outro lugar. Disse Jesus: lançar as redes, ou seja, Pedro não tinha que lançá-las sozinho, mas com a ajuda dos outros que estavam no barco, na Igreja.

A minha resposta pessoal, faço-o em comunidade, como tantas outras pessoas, onde ao mesmo tempo nos ajudamos a responder ao chamado de Jesus.

Obrigada, Senhor, por nos comunicar a Palavra de Deus, e através dela, me encorajar e nos encorajar a lançar nossas redes em comunidade.