
Todos os que ouviam estas coisas guardavam-nas no coração e diziam: «O que virá a ser este menino?» De fato, a mão do Senhor estava com ele.
(Lc 1, 66)

Todos os que ouviam estas coisas guardavam-nas no coração e diziam: «O que virá a ser este menino?» De fato, a mão do Senhor estava com ele.
(Lc 1, 66)

Isto é Advento! Esta é a mensagem da alegre esperança do Advento! Como vocês veem, a Palavra do Evangelho nos traz alegria, nos traz otimismo, sem nos afastar da dura realidade que vivemos…
(São Oscar A. Romero)
Ao despertar, José fez conforme o anjo do Senhor lhe havia ordenado e recebeu sua esposa.
(Mt 1, 24)

O Advento é um tempo muito bom para aprender a esperar a Deus, para aprender a buscar Deus, para aprender a descobrir Deus.
(Pedro Casaldáliga)


Consolai, consolai o meu Povo! – diz o vosso Deus.
(Is 40, 1)

No Evangelho de hoje: «Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se às pressas…» (Lc 1, 39). E é certo que há experiências que tu tens que compartilhar, que tu não podes guardar para ti e que te motivam a sair e contá-las!
Isso não aconteceu contigo em algum momento? Por que motivo?
Diz também: «Quando Isabel ouviu a saudação de Maria…» (Lc 1, 41).
É verdade que prefiro: assim que Isabel «escutou», porque é mais profundo, mais consciente, é ouvir com atenção. E ela percebeu o que ele dizia e como o dizia. Esse encontro foi o que a fez acreditar.
A mesma coisa é que o fato de continuar eu acreditando não foi pelo que me ensinaram na escola e/ou na família, mas pelos encontros que vivi com Jesus. Para serem equilibrados e convencidos, a razão e o sentimento devem seguir o mesmo caminho, não podem caminhar separados. Não posso simplesmente focar em uma parte e esquecer a outra.
Obrigada, Senhor, por me fazer abençoada, feliz, agraciada pelos encontros contigo que reafirmaram minha fé e me encorajaram, como Maria, a compartilhar a experiência que me guia todos os dias.
Como é estar “vigiando” mesmo nos momentos de descanso necessários a qualquer pessoa? Como é estar vigiando na alegria e na tristeza, no trabalho e no descanso, na festa e no dia a dia?
Acho que “esta vigiando” é uma atitude. É viver conscientemente, tentando não cair na rotina, fazer coisas mecanicamente que, quando mudo em algum momento do caminho, me confunde, me desorienta. É sentir cada segundo.
Neste “exemplo” que Jesus nos dá, diz que: “não sabeis quando o dono da casa vem: à tarde, à meia-noite, de madrugada ou ao amanhecer”. Não fala de chegar um dia ou outro, mas sim dos diferentes momentos que podem existir num dia, desde a tarde até à manhã seguinte ou, com outras palavras, em 24 horas.
Ele vem e está presente todos os nossos dias.
Então me pergunto: estoy todos os dias «atenta” consciente de sua presença?
Isto me traz à mente também o exame de consciência de Santo Inácio que: “não é um exame de consciência típico, nem se trata de ver apenas os meus pecados, mas sim de rever cada dia com Ele, para descobrir onde e como se tornaram presentes, e como ele me convida a segui-lo mais e melhor nos aspectos concretos da minha vida”.
Esse Advento, essa vinda e essa atitude de espera que às vezes posso experimentar de algo muito distante, posso vivê-lo agora, no hoje, na vida cotidiana porque Ele está presente aqui e agora. Outra coisa é que estou ciente de sua presença.
Obrigada, Senhor, por estar comigo e com todos todos os dias. Ajudai-nos a estar conscientes da tua presença; ajudai-nos a viver cada dia “vigiado”.
«Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo» (Mt 11,4). É o que Jesus diz aos discípulos de João.

Depois de lê-lo e relê-lo, volto à minha história e, pessoalmente, a primeira coisa que vi e ouvi -e acrescentaria: senti- foram sinais de amor.
Não só fizeram isso com outras pessoas, mas eu mesmo esteve vivendo essa experiência: vi esperança no meio do desespero; caminhei com a ajuda de amigos, em meio a uma situação que me paralisou pela dureza; eu fiquei limpa, acolhida, não rejeitada, quando fui integrada como mais uma no meio da freguesia, do povo; aprendi a ouvir os outros, com suas realidades e dificuldades; vi pessoas que ressuscitaram de sua vida sem sentido, que até eu mesma vivi em uma etapa; as pessoas anunciaram-me o Evangelho e anunciaram-no a outros pobres -que não tem de ser apenas material- e agora eles próprios anunciam-no com a sua esperança e com os seus gestos de amor, sabendo partilhar no meio das diversas formas de pobreza .
Como me escandalizar com Jesus, que me ensinou a olhar e viver a vida com profundidade, sentido e esperança?
Obrigada, Senhor, por me fazer feliz em reconhecê-lo não pela teoria, mas pela experiência, o que me leva a anunciá-lo onde quer que eu possa.
A primeira coisa que vejo em Mt 3,1-12 é a humanidade de João com as suas consequências, ou seja, o erro possível do ser humano, apesar da sua oração, do seu encontro com Deus. Para o próprio Jesus, ele era uma pessoa importante. Mas a ideia que João tinha do Senhor que ia chegar e que o profeta Isaías já tinha anunciado, era diferente. O Baptista expressou-o com ameaças, com medo, e Jesus, o Senhor tão esperado, vivificou aquele Reino de Deus com misericórdia, com amor, desde a liberdade.
Mas o que me importa, a frase que me fala neste momento é: «que vem depois de mim é mais forte do que eu e eu nem sou digno de carregar suas sandálias» (Mt 3, 11).

Aquela força de Jesus que, sem negar que fosse física, quero destacar a espiritual, a de dentro. Essa força dele que ele mesmo transmite, partilha, contagia: dá esperança no sofrimento; comove, ajuda nos momentos de medo; levanta das quedas, dos erros, dos enganos; encoraja no meio do cansaço; dá paz na angústia, na dor…
Também não posso esquecer que todos os dias, com seu testemunho de serviço, ele me faz crescer em humildade e me ajuda a reconhecer que «nem sou digno de carregar suas sandálias».
Obrigada, Senhor, por me batizar com teu Espírito Santo e fogo, por compartilhar tua força que me encoraja a segui-lo livremente e por amor.
Espaço da comunidade FEBIC da América Latina e do Caribe