O primeiro domingo do Advento, francamente, não causa uma primeira impressão agradável. Fala de tantas catástrofes… é assustador. E não podemos negar que muitas delas estão acontecendo de fato ultimamente, com essa mudança ambiental causada por nós, além da violência e das guerras que parecem não ter fim.
Diante desse texto e seu contexto, fico com a última frase: «Por isso, estai vós também apercebidos; porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem» (Mt 24, 44). Nessa «vinda inesperada» de Cristo, que eu também veio como algo muito distante que não me afetará, há algo que acontecerá, e isso é a morte. O problema é que é um tema que rejeitamos quase automaticamente, apesar do fato óbvio de que afetará a todos nós.

Quando somos jovens, parece que ainda há tempo antes desse momento; enxergamos a morte como algo distante, mesmo vendo notícias de acidentes com jovens mortos, pessoas com doenças degenerativas, o infame câncer, agora disseminado e incurável…
Não estou dizendo que precisamos pensar constantemente na morte, mas não devemos rejeitá-la. Ao mesmo tempo, podemos vivê-la pela fé, pela esperança que Jesus também nos transmitiu: que a vida não termina aqui e que nosso Pai Misericordioso nos acolherá.
Pessoalmente, não sei se me sentirei preparada quando chegar a hora de dar esse passo. O que eu gostaria é de poder responder como Pedro Casaldáliga: «No final do caminho me dirão: – E tu, viveste? Amaste? E eu, sem dizer nada, abrirei o coração cheio de nomes».
Senhor, ajuda-me a continuar crescendo no amor para que eu possa dar vida ao Evangelho até o meu último dia.
