Agradeço-te, Senhor, por não ser como os outros… e como é bom não querer ser, pois cada pessoa tem a sua singularidade. Em os outros aspectos, não concordo com o fariseu. Nem minhas orações a Deus são comparáveis, nem muito menos por ser — ou acreditar que eu sou — perfeita.

Por essa mesma razão, identifico-me quase automaticamente com o publicano. Mas… sou realmente tão humilde a ponto de expressar esse reconhecimento do meu pecado com as suas palavras e as suas batidas no peito, sem ousar olhar para o céu, isto é, com todo o meu ser?
Saber que, como pessoa, tenho tendências erradas pode, às vezes, me levar a vivê-las com tanta naturalidade que me esqueço de reconhecê-las verdadeiramente. Não estou dizendo que tenho que vivê-las com dor constante, com um fardo. Jesus quer nos ensinar a misericórdia de Deus. Mas posso cair no erro de saber apenas na minha cabeça, como pura teoria, e chegar ao ponto de não reconhecer mais tarde, ao rever o dia: o que fiz, com que atitude, com que intenção…
Dependendo da situação, preciso ser consciente se o que vivenciei foi mais próximo do publicano ou do fariseu.
Senhor, ajuda-me a orar e a viver com sinceridade.
