
É fácil levar Jesus no peito, o difícil é ter peito, coragem, para seguir Jesus.
(Pedro Casaldáliga)

É fácil levar Jesus no peito, o difícil é ter peito, coragem, para seguir Jesus.
(Pedro Casaldáliga)

Com que facilidade um vento mais forte apaga as velas…
Senhor, que não deja assim com as chamas interiores. Protege Senhor, a chama do amor à vida, a chama da Esperança.
(Dom Helder Câmara)

«Aquele sobre quem vires descer o Espírito e pousar sobre ele, este é o que batiza com o Espírito Santo».
(Jo 1, 33)

Ao passar, Jesus viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe:
«Segue-me».
Ele se levantou e o seguiu.
(Mc 2, 14)

Cheio de compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse:
«Eu quero: fica limpo!».
(Mc 1, 41)

«Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor.»
(1Jo 4, 7-8)

Ao verem a estrela, encheram-se de grande alegria.
Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe.
Prostraram-se diante dele e o adoraram.
Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes:
ouro, incenso e mirra.
(Mt 2,10-11)
Começo com algumas perguntas que me vêm à mente ao ler o prólogo do Evangelho de João: Como expressar o inexpressável? Como apresentar a existência do Criador e Sua Encarnação? Ao mesmo tempo, como expressar nessas poucas frases as diversas reações das pessoas: crer nele ou não?

O que fica claro é que somos livres para crer nEle ou não, sem esquecer que aqueles que têm a graça da fé possuem uma força – não gosto particularmente da palavra «poder» por causa de como ela pode ser interpretada – que nos ajuda a viver cada dia de forma diferente: a viver com profundidade, não superficialmente; a dar sentido à vida; a nos permitir crescer no amor e em tudo o que ele implica…
Ser filhos e filhas de Deus nos faz pensar no Pai: no que Ele nos ensina, no amor recíproco que experimentamos graças a Ele, em Sua misericórdia.
Reconheço que repito certas coisas, e isso porque elas são fundamentais, pelo menos para mim.
É por isso que quero recebê-Lo em minha casa todos os dias. Quero conhecê-Lo e reconhecê-Lo. Quero viver, com a Sua graça, o compromisso de ser filha de Deus, Sua filha.

Vede que grande amor o Pai nos concedeu: sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos.
(1 Jn 3, 1)
Às vezes ouço a frase «Ano Novo, Vida Nova», mas nem sempre concordo com ela.
Parece comum que, no último dia do ano, nos segundos finais, queiramos fazer um balanço e realizar desejos e planos para o ano que se inicia. Não tenho opinião sobre o que vivemos, mas em relação ao futuro… podemos cair na armadilha de fazer planos tão distantes da realidade que perdemos a esperança nos primeiros dias do ano novo.
Ao mesmo tempo, isso nos dá a impressão de que algo completamente diferente do que vivemos antes pode começar. Mas precisamos reconhecer que isso é impossível, pois a história e a experiência nos moldam. De uma forma ou de outra, elas nos fazem refletir e nos motivam a escolher um caminho em vez de outro.
Só consigo interpretar essa nova vida como coincidindo com datas de «mudanças nos planos de vida», como terminar os estudos, casar, assumir compromissos com escolhas de vida… Mas não precisa ser apenas nessa data específica, porque até mesmo algumas coisas, como terminar os estudos, são mais comumente concluídas no meio do ano no Hemisfério Norte.
De qualquer forma, reconheço que este ano essa frase ressoa em mim, já que, apesar de não mudar minha escolha de vida — continuo sendo uma Irmã Filha da Cruz — estou mudando a maneira como a vivo, mudando não só minha comunidade, mas também meu país.

Não estou indo para um lugar desconhecido, mas retornando ao meu, à Espanha, e até mesmo a uma comunidade onde já estive. Mas, apesar de tudo, um amigo jesuíta tem razão: «Mesmo que você retorne a um lugar onde já esteve, certamente será uma nova experiência, porque você não é a mesma pessoa depois desses anos de missão na Argentina».
Então, quero terminar desejando a vocês um Ano Novo e uma Vida, que não sei se precisa ser totalmente nova, mas certamente com una opção alcançável, reconhecendo que, a longo prazo, nossa experiência va sendo nova, porque nós vamos mudando.
Feliz Ano Novo de 2026!
Espaço da comunidade FEBIC da América Latina e do Caribe