Felizes são aqueles que têm sentimentos por eles mesmos e pelos outros, porque uma vida sem sentimentos é uma vida fria e sem sentido.
Felizes aqueles que lutam pela justiça, com os meios que têm à sua disposição, apesar de serem poucos.

Felizes são aqueles que têm sentimentos por eles mesmos e pelos outros, porque uma vida sem sentimentos é uma vida fria e sem sentido.
Felizes aqueles que lutam pela justiça, com os meios que têm à sua disposição, apesar de serem poucos.

A verdade é que tanto as bem-aventuranças da Palavra, como aquelas que podemos atualizar para nossa vida atual, são para rezar pouco a pouco.
Por esta razão, esta semana vou partilhar alguns que escrevi há muito tempo, mas para mim ainda se adequam ao meu dia-a-dia.
Hoje começo com:
Felizes são os humildes, porque são «grandes de coração».
Felizes os que têm serenidade com as pessoas, a capacidade de ouvir, como o Senhor faz.

Muitas vezes, ao ler o Evangelho de Lc 17, 11-19, permaneci na gratidão do samaritano a Jesus, por tê-lo curado. Mas hoje a referência para mim tem sido diferente.
Que «pararam à distância» me fez pensar naquela lei da distância, de não poder tocar naquelas pessoas impuras. É verdade que devido ao desconhecimento da época -porque até a psoríase era considerada lepra- e o medo do contágio, a ausência de contato físico evitava o contágio. Ao mesmo tempo, vem-me esse peso social, essa exclusão pelo pecado, que foi a resposta ao «porquê» que tantas vezes foi perguntado – e nós nos perguntamos – em diversas situações, como a doença neste caso.
Relendo a frase -com parte da minha rebeldia- me pergunto: por quê eles queriam continuar mantendo essa distância? Às vezes, as pessoas não vão contra a Lei? A hemorroida não toca as roupas de Jesus? Ou seguindo este mesmo texto do Evangelho, por quê os outros nove leprosos não agradeceram a Jesus depois de serem curados? Eles estavam cientes de sua «cura»?
Se eu trouxer isso para diferentes situações atuais, eu acrescentaria mais uma pergunta: eu prefiro continuar sendo vítima, continuar tendo um determinado papel ou/e evitar certas responsabilidades? Prefiro continuar procurando doenças em meu corpo e evitar compromissos com os outros? Estou cego e desesperado no que não posso – ou não podemos – e não olho para as capacidades, dons, possibilidades?
Algumas pessoas quando falas com elas sempre falam sobre doenças ou dificuldades de todos os tipos, e quando lhes das uma saída, as informa de diferentes apoios, etc. elas também têm dificuldades para essas ajudas ou simplesmente passam, não vão. Se «acomodaram» nesse papel e é difícil para eles sair.
Quem aceita a cura e a reconhece, volta a Jesus, sente-se impelido a aproximar-se dele e agradecer-lhe a sua Palavra.
Tu te permites ser sanado por Jesus em diferentes situações?
Muitas vezes, ao ler o Evangelho de Lc 17, 11-19, permaneci na gratidão do samaritano a Jesus, por tê-lo curado. Mas hoje a referência para mim tem sido diferente.
Que «pararam à distância» me fez pensar naquela lei da distância, de não poder tocar naquelas pessoas impuras. É verdade que devido ao desconhecimento da época -porque até a psoríase era considerada lepra- e o medo do contágio, a ausência de contato físico evitava o contágio. Ao mesmo tempo, vem-me esse peso social, essa exclusão pelo pecado, que foi a resposta ao «porquê» que tantas vezes foi perguntado – e nós nos perguntamos – em diversas situações, como a doença neste caso.
Relendo a frase -com parte da minha rebeldia- me pergunto: por quê eles queriam continuar mantendo essa distância? Às vezes, as pessoas não vão contra a Lei? A hemorroida não toca as roupas de Jesus? Ou seguindo este mesmo texto do Evangelho, por quê os outros nove leprosos não agradeceram a Jesus depois de serem curados? Eles estavam cientes de sua «cura»?
Se eu trouxer isso para diferentes situações atuais, eu acrescentaria mais uma pergunta: eu prefiro continuar sendo vítima, continuar tendo um determinado papel ou/e evitar certas responsabilidades? Prefiro continuar procurando doenças em meu corpo e evitar compromissos com os outros? Estou cego e desesperado no que não posso – ou não podemos – e não olho para as capacidades, dons, possibilidades?
Algumas pessoas quando falas com elas sempre falam sobre doenças ou dificuldades de todos os tipos, e quando lhes das uma saída, as informa de diferentes apoios, etc. elas também têm dificuldades para essas ajudas ou simplesmente passam, não vão. Se «acomodaram» nesse papel e é difícil para eles sair.
Quem aceita a cura e a reconhece, volta a Jesus, sente-se impelido a aproximar-se dele e agradecer-lhe a sua Palavra.
Tu te permites ser sanado por Jesus em diferentes situações?

Perante o pedido dos apóstolos – dito no imperativo – «Aumenta a nossa fé» (Lc 17,5), a resposta de Jesus chama-me a atenção.
Ele vai da «obediência do milagre», de algo extraordinário que afeta algo externo e acontece pela fé, à atitude de como viver a vida graças à fé. Ajuda ver «pequenos milagres», onde para outras pessoas são apenas coincidências. Dê momentos de paz em meio à dor; esperança, no sofrimento; a graça de fazer do cotidiano algo extraordinário; encorajamento e sentido para a vida.

A verdadeira fé leva ao serviço do verdadeiro amor, o de dar-se sem esperar nada em troca. Isso nos faz viver como «servos inúteis», como servos que fazemos o que achamos que devemos fazer, mas um dever que vem de dentro, da nossa fé, do nosso chamado como povo cristão, de orar com a Palavra e ver a realidade pela que Deus também fala e compromete.
Não é algo que se impõe ou se compra, mas é uma graça, que não sei se temos plena consciência disso.
Obrigada Senhor, pela fé que dás, a fé que guia e dá sentido a cada dia. Às vezes eu te pediria, como os apóstolos, que aumentasses minha fé, mas sei que nos piores momentos da minha vida estiveste presente de diferentes maneiras. O reconheço! Então, o que mais pedir? Ajude-me a alimentar e manter a fé.
Depois de ler orações de outros momentos que ainda hoje experimento, compartilho o seguinte:
Senhor, sei que me olhas com carinho, embora ainda eu esteja longe.

Tuas entranhas se movem quando vês minhas roupas rasgadas… quando me vês quebrada por dentro.
Corres em minha direção para que eu chegue o mais rápido possível ao teu encontro e tire um peso dos meus ombros. Porque muitas vezes, os últimos passos para estar contigo são os que mais me pesam, mesmo que eu tenha preparado alguma frase para pedir desculpas e quebrar o silêncio frio que tive contigo.
Mais Tu sem esperar que eu diga nada, me abraças e me beijas refletindo teu amor, fazendo meu coração bater forte, me enchendo de alegria e esperança.
Obrigada, Senhor, por me impedir de falar neste momento, por me deixar te abraçar, por sentir tua misericórdia, tua paz, teu amor… de dentro.

Senhor, contigo eu preciso desse convite, desse encontro,
mas reconheço que às vezes
eu mesma rejeito, convidando outros,
-que também é necessário-
e esquecendo que preciso de uma mesa,
com pouca e simples variedade de alimentos
mas com um encontro intenso, cara a cara,
muito direto…
porque essa é a melhor comida.
Eu preciso desse convite para reconhecer minha pobreza
e a graça que ao mesmo tempo é, criando dependência entre nós,
comunidade, co-responsabilidade,
amizade pura que alimenta.
Preciso desse convite porque sou aleijada.
Diante das dificuldades, o medo me paralisa,
minhas mãos se congelam
e eu preciso de calor para me animar,
para me movimentar.
Eu preciso desse convite para aliviar minha coxeira,
meus tropeções e quedas de alguns dias,
que me param ou me fazem andar
com cautela excessiva.
Eu preciso desse convite para tirar minha cegueira
quando me recuso a ver esperança,
amor, vida… apesar da guerra…
Tantas pessoas humildes que compartilham o que têm
sem condições e até com miséria.
Há também pessoas compassivas,
por favor, que eu não me esqueça dela.
Senhor, que saiba convidar e ser convidado,
ouvir e ser ouvido,
e tudo sem condições,
desde teu amor, desde tua graça.
Senhor,
as falhas, as tendências de nossos pais… as nossas
em momentos que queremos lembrá-los,
nos pesam e tornam difícil para nós ver tua compaixão,
pois estamos exaustos.
Na verdade, somos nós mesmos
aqueles que não aceitamos ou perdoam,
aqueles que não queremos olharmos no espelho
e vermos com clareza nosso rosto, nosso ser.
Ajuda-nos, Deus nosso Salvador,
livra-nos desta cegueira -às vezes pesada-
e com tua graça, ajuda-nos a ser sinceros
conosco e com os outros;
ajuda-nos a nos abrir por dentro
e assim sentir a tua misericórdia.

Portanto, nós, teu povo, ovelhas do teu rebanho,
vamos sempre te agradecer
cantaremos os teus louvores de geração em geração,
com alegria… desde dentro,
lembrando cada dia
o amor, o perdão, a ressurreição…
Senhor, ensina-me a orar.
Orar desde dentro
a oração que tu nos ensinaste,
consciente do que digo,
consciente do que me envolve.
Eu admito que às vezes
é pura memória
ela é fria de sentimentos…
e isso não é orar.
Ensina-me a rezar também
colocando minhas próprias palavras
com total sinceridade
-sem cair na estética-.
Para rezar em meio do silêncio,
sem vocabulário,
sem qualquer tentativa de me expressar,
apenas estando diante de ti.
Há outras vezes que esse encontro
é pura confusão
incerteza, desolação…
descentrada da tua Palavra,
com barulho que me sacode
e o minuto torna-se eternidade.

Lá, com mais intensidade
desejo me concentrar em tua oração
frase por frase,
levando-a para a minha história
à presença do teu Reino,
do teu Pão, do teu Perdão.
Mas é difícil para mim!
Senhor ensina-me a orar
especialmente naqueles dias conturbados,
não desejados.
Ou melhor,
ensina-me a aceitar a oração inquieta
como a própria vida,
pois o encontro com você
e a situação vivida no dia
são inseparáveis.
Por isso insisto:
Senhor, ensina-me a orar.
Hoje começo com o final do Evangelho do dia: «Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada» (Lc 10, 41-42).
Jesus diz que apenas uma coisa é necessária e que Maria tomou a melhor parte, não a coisa necessária em sua totalidade, mas a melhor parte -uma parte- dessa coisa.
Assim, volto ao início, onde diz que Maria «sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra». Ou seja, ouvir a sua palavra com aquela atitude de lhe dar total atenção, querer que todos os sentidos se aproximem dela, essa é a melhor parte, mas não a única. Porque essa palavra, se for verdadeiramente escutada, move-se para dentro e leva a servir, a fazer serviço motivado como resultado do encontro, e assim não acabar como Marta, que se sente sozinha e pede ajuda.
A ausência da Palavra pode fazer compromissos não de serviço, mas de atividade sem motivação profunda, que às vezes termina em ativismo, acabando nos levando a um cansaço sem sentido.
Em meio a esse cansaço, noto sua maneira de pedir ajuda: «Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!» Na verdade, essa forma de pedir ajuda quase os obriga a ajudá-lo. Então, quem ouviria atentamente a Jesus se sua irmã Maria está focada em ajudá-la?

E também me pergunto: diante de uma necessidade que temos, Jesus vai se sentir indiferente, não vai se importar com alguma coisa que não estejamos bem? Ou será que nos concentramos em algumas coisas de tal forma que nos esquecemos de rezar, de nos encontrar, de ouvir a palavra que nos ajuda a vivê-la com mais serenidade, com mais calma, com a motivação necessária?
Senhor, desejo estar como Maria, sentada aos teus pés ouvindo a tua palavra, para depois servir com paz, alegria, serenidade, coragem, esperança…

JESUS
vieste para amar
e nós te odiamos…
para dar dignidade
e nós te humilhamos…
para dar a vida
e nós te matamos…
Espaço da comunidade FEBIC da América Latina e do Caribe