Estes últimos dias do ano estou com a agenda mais ocupada. Aconteceu também que numa visita que eu queria fazer, a data foi mudada, devido a diferentes compromissos que vinham com a pessoa que ia visitar, tendo em conta o tempo livre que tinham aqueles que me iam levar àquele local.
Por fim, consegui fazer aquela desejada visita no dia 24 de dezembro à tarde, justamente quando Jesus vai nascer em uma manjedoura.
Um texto do Papa Francisco de 2019 me veio à mente: «Do Presépio, com meiga força, Jesus proclama o apelo à partilha com os últimos como estrada para um mundo mais humano e fraterno, onde ninguém seja excluído e marginalizado». Ele compartilhou tanto com os últimos que foi colocado no recipiente onde o gado come!

A verdade é que naquele dia especial, fui conhecer o local e falar com um Irmão que acolhe os últimos. Acolhe os pobres sem casa, sem família, sem amizade; às pessoas com dependência química, com doenças, com histórias que só elas saberão na sua totalidade. Na sua casa, dependendo e confiando nas pessoas caridosas, acolhe-as, alimenta-as, cuida delas… dá-lhes dignidade… partilha o amor de Deus por elas.
Nesta tarde de Natal, senti que Jesus nasceria no meio daqueles rejeitados e pobres, mas acolhido e cuidado por este Irmão, que prepara e dignifica a manjedoura, para que aí Jesus nasça, no meio das diferentes situações e histórias vividas por aqueles homens, e ele os alegra com seu sorriso contagiante, como fazem todas as crianças apesar de não as conhecerem.
Obrigada, Jesus, por me dar a oportunidade de vê-lo nascer numa manjedoura em «Belém», em uma pobreza – não distante – onde posso continuar a vê-lo crescer e reconhecê-lo nos outros dias do ano.







