Eu me vejo dentro daquele barco (Mt 14,22-36) sacudido pelas ondas do descarte, do individualismo, do egoísmo, da violência, do medo… Me vejo acompanhada – não sozinha – como parte daquela comunidade paroquial, da congregação, da Igreja e junto com o povo, Jesus se apresenta e nos encoraja.

Esse encontro com Ele me encoraja e nos incentiva a caminhar, reconhecendo que é como andar sobre as águas, sentindo a força do vento. Não é fácil e, apesar de saber que nos chama e confia em cada um de nós, que nos dá o alento e a força necessária, às vezes me sinto como Pedro, com aquele medo da incerteza, por me sentir pequena diante de um compromisso… e eu sinto que estou me afundando.
Mas nas situações que me afundam, tenho a certeza – como Pedro – de que Ele me estenderá a mão, e com o tempo o vento vai amainar para continuar a caminhar em comunidade, apesar de ser o caminho contra a corrente.
Senhor, obrigada por colocar tua mão sobre mim toda vez que o medo me afunda; obrigada por diminuir o vento para que eu possa segui-lo.







