Reflexão

Segue-me

«Segue-me» (Mt 9, 9), é a palavra que temos vários dias durante o ano, especialmente quando celebramos o dia de alguns dos Apóstolos.

Aquela palavra que ele nos fala todos os dias e que também podemos orar por meio de uma música.

Hoje me vem à mente o canto «Vocação» do Pe. Zenzinho.

Frase para orar, Reflexão

A autoridade, o serviço, o amor

Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. (Mc 9, 34)

Sim, calaram-se… porque sabiam que esse pensamento não era adequado, que Jesus não quer poder, mas serviço, não quer patrões imponentes, mas animadores-servos. Jesus nos revela que autoridade é serviço e que o serviço é a sinal de amor.

Como exemplo de serviço, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse-lhes de acolhê-lo.

Sei que naquela época e cultura, as crianças não valiam nada, até os doze anos não eram levadas em consideração. Mas hoje não me concentrei nisso, mas na realidade atual chegou até mim, o que muita gente experimenta.

Vem-me a imagem da criança que atrai as pessoas com o seu olhar, com a sua espontaneidade… e apesar de não conhecê-la, quase todos queremos cumprimentá-lo. Com nossos olhos, frequentemente nos comunicamos com ela. Não há problemas de idioma. Seu sorriso ou sua tristeza nos deixam felizes ou tristes.

Ao mesmo tempo, é limitada, ainda depende das pessoas para crescer fisicamente e em sabedoria, para crescer em todos os seus sentidos. Esses primeiros anos vão marcar muito o seu futuro.

Quando vemos uma criança indefesa, nosso coração tem compaixão, queremos ajudá-la, queremos servi-la. As crianças tocam o nosso coração e estes sentimentos têm que nos levar a acolhê-las, a partilhar carinho com elas, a ajudá-las nas suas necessidades a partir das nossas possibilidades.

Senhor, ajude-me a evitar esses pensamentos de poder quando eles vierem a mim e aumentar o serviço do amor.

Frase para orar, Reflexão

O alicerce e o fruto

«Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons» (Lc 6, 43)

É certo. E acrescento que algumas frutas podem tornar-se más, mas apenas algumas, como as pessoas boas, aquelas que «do fundo do coração sai o bem», não são perfeitas.

A outra imagem de que gosto é a dos «alicerces na rocha» (Lc 6,48).

Onde eu lancei meus alicerces? Para mim, a rocha sobre a qual lancei meu alicerce é a fé. A fé em Deus dá sentido à minha vida; o meu dia a dia depende da fé: o início do dia, os meus compromissos, a forma como me relaciono com as pessoas.

É verdade que no texto diz que está sobre a rocha, mas ao mesmo tempo sinto que essa rocha, essa fé, tenho que aprofundar. Se eu colocar as fundações apenas na superfície da rocha, sem «aprofundá-la» em absoluto, ela não ficará protegida de rajadas de vento forte, eles podem «destacá-las», movê-las da rocha. Se minha fé fosse superficial, na primeira dificuldade da vida, eu teria «jogado a toalha».

A vida bem «incrustada» numa fé profunda, supera as dificuldades – não as livra – doenças, fracassos, sofrimentos …

Obrigada, Senhor, por ser a minha rocha, onde tenho colocados os alicerces da minha vida, sabendo que assim dará quase todos os frutos saudáveis.

Frase para orar, Reflexão

O tratamento e a compaixão

Este trecho do Evangelho de Lucas (Lc 6, 27-38) contém muitas frases que orientam o modo de vida, conduta, relacionamento com os outros, se queremos ser discípulos de Jesus. E eu fico com duas delas.

A primeira é: «O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles», e me traz lembranças porque, com essa motivação, estudei Assistente Clínico -que antigamente se chamava a Formação Profissional na Espanha- e Auxiliar de Geriatria.

Tendo me sentido às vezes um «número», me motivou a me preparar para tratar a gente como pessoas que são, que nós somos. Queria ter aquele contato físico e afetivo, a partir do acolhimento e do carinho que todo ser humano deseja e necessita, principalmente nas situações difíceis por falta de saúde, somando em alguns casos, a ausência da família.

É verdade que somos muito diferentes e nessas situações nem todos reagem da mesma forma, alguns deles tornam-se violentos, ou pode ter sido sempre. Em asilos, como em escolas, empregos ou qualquer outro lugar onde haja um grupo de pessoas, encontraremos de tudo: alegres e tristes, com serenidade ou excessiva agressividade… Mas ainda são pessoas – como todos somos – com capacidades e deficiências.

Isso me leva à outra frase com a qual permaneci: «Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso». Este «sede misericordioso» vai ajudar-me a compreender melhor a sua situação, a ajudá-la no que posso, a perdoá-la -se for o caso-, a reconhecer e ver a minha própria fragilidade e a tratá-la como eu gostaria que me tratassem, se eu vivesse aquela mesma situação.

Obrigada, Senhor, pelo teu ensino, não só pela Palavra, mas também pela experiência de ter-me sentido acolhida por Ti; por ter sentido a compaixão que tu tens tido por mim.

Frase para orar

Tu me nomeaste

Jesus, Tu me nomeaste e me nomeias todos os dias.
Tu me escolhes – e escolhes cada pessoa – para viver uma missão.
Às vezes fico com a cabeça rodando, sinto-me incapaz, tenho medo…
Mas com a liberdade que Tu me dás para te responder,
pode mais responder afirmativamente à tua chamada.

Eu me sinto como aquelas pessoas «tentando te tocar»;
te sentir todos os dias na oração, nas pessoas, em mim mesma;
para me acercar a Ti em cada ação e pensamento,
fazendo vida tua Palavra…
porque sai de Ti uma força que me cura.

Obrigada por me dar um aliciente todas as manhãs;
por me convidar para um encontro contigo no início do dia…
por me chamar pelo meu nome e sobrenome ou apelido;
por me amar e me aceitar com minha história e meu caráter;
por confiar em mim para realizar a missão encomendada.

Frase para orar, Reflexão

Os encontros

Jesus é apresentado a «um surdo» (Mc 7, 32), uma pessoa rotulada negativamente.

Quando me coloco no lugar de uma pessoa rotulada, minha primeira reação é não ouvir, me isolar das pessoas que me rotulam, que me marginalizam e essa mesma reação dificulta a minha comunicação, mal consigo falar com eles.

Então eu me aproximo daqueles que me aceitam e me amam como eu sou.

A situação pode acabar aí. Pessoas que chamamos de amigos vêm à mente, mas são apenas para passar o tempo, para se divertir. Apesar da parte humana, ter me acolhido, com eles não há reflexões pessoais, não há profundidade no diálogo, a relação é superficial.

Mas também há verdadeiros amigos, que não só me acolhem, mas também me ajudam a não me isolar e a me encontrar também por dentro. Vêm à mente pessoas específicas que me acolheram, ajudaram-me a aprofundar a minha vida com a fé – a vida e a fé agora são inseparáveis para mim -, ensinaram-me a ouvir com empatia – como fizeram comigo -, tem-me questionado e ajudado a me expressar, a falar, a colocar as palavras não em assuntos superficiais, mas nas profundezas da vida.

Em outras palavras: essas pessoas me conduziram a Jesus. Graças a isso tive um… e mais encontros só com Ele, onde abriu meus ouvidos para «ouvir» sua Palavra e me incitou a «falar», a comunicá-la por diversos meios, a compartilhá-la com minha vida, no meio da vida cotidiana.

Obrigada, Senhor, pelos encontros que tive, tenho e terei sozinha contigo. E peço que continues me ajudando a «falar» e compartilhar tua Palavra da maneira mais correta possível.

Mensagem do Papa

Um estilo de vida ecossustentável – O Vídeo do Papa

Quem está liderando novos projetos para proteger e manter o meio ambiente? Os jovens, sem dúvida. Eles sabem muito bem que a melhoria do meio ambiente e os progressos sociais andam de mãos juntas. Nós, adultos, podemos aprender muito com os jovens. «Aproveitemos o seu exemplo», como diz o Papa: «sobretudo neste momento de crise, de crise sanitária, de crise social, de crise ambiental, reflitamos sobre o nosso estilo de vida». Compartilhe esta mensagem do Papa Francisco com sua família e amigos.

«Fico muito feliz em ver que os jovens têm a grandeza de empreender projetos de melhoria ambiental e social, já que as duas coisas caminham juntas.

Nós, adultos, podemos aprender muito com os jovens, porque, em tudo o que diz respeito ao cuidado do planeta, os jovens estão na vanguarda.
Aproveitemos o seu exemplo, reflitamos, especialmente nestes momentos de crise, crise sanitária, crise social, crise ambiental, reflitamos sobre o nosso estilo de vida.

Sobre a forma como nos alimentamos, consumimos, deslocamo-nos, ou o uso que fazemos da água, da energia e do plástico, e de tantos bens materiais que muitas vezes são prejudiciais à Terra.

Vamos escolher mudar! Vamos avançar com os jovens para estilos de vida mais simples e que respeitam o meio ambiente.

E rezemos para que todos nós tomemos as decisões corajosas, as decisões necessárias para uma vida mais sóbria e ecossustentável, sendo inspirados pelos jovens que estão comprometidos com esta mudança. E eles não são tolos, porque estão comprometidos com seu futuro. É por isso que eles querem mudar o que vão herdar num tempo em que nós já não estaremos lá.»

Frase para orar, Reflexão

A rede

Lá me vejo, em torno de Jesus (Lc 5, 1), cada vez que começo a viver uma oração pessoal ou comunitária, um encontro com sua Palavra, uma Eucaristia.

E na oração de hoje, Jesus diz-me e diz-nos: «Avance para águas mais profundas, e lancem as redes para a pesca» (Lc 5, 4).

Apesar das poucas irmãs que somos; apesar das poucas pessoas que participam fisicamente na paróquia; apesar da sequência de roubos na capela; apesar da «deterioração» por parte de nossos amigos, parentes, irmãs… se já não estão, faltam; apesar de tantas situações que se nelas nos encerramos, crescem a tristeza, o pessimismo, a desesperança, a angústia… Tu confias em nós, encoraja-nos e diz-nos «Remai para o mar e lançai as tuas redes».

Às vezes me sinto como Pedro: «Mestre, tentamos a noite inteira e não pescamos nada»… (Lc 5, 5)

Mestre, eu me sinto tão «pouca coisa»! E nas situações que estão ocorrendo, o que posso fazer? Diante do furto, da doença, da violência e se formos mais longe, da situação do Haiti, do Afeganistão… e de tantos outros lugares onde sofrem, mas na mídia não denunciam, isso não importa.

Apesar disso, eu confio nEle; quero responder como Pedro: «mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes».

Vou lançar as redes com carinho, boas-vindas, simplicidade, sem prestar atenção nem focar na quantidade de peixes, pois eles nem nos dizem o número. Diz muitos e que precisava da ajuda de outro barco, assim como eu preciso de ajuda para lançar minhas redes na Cáritas ou em qualquer outro lugar. Disse Jesus: lançar as redes, ou seja, Pedro não tinha que lançá-las sozinho, mas com a ajuda dos outros que estavam no barco, na Igreja.

A minha resposta pessoal, faço-o em comunidade, como tantas outras pessoas, onde ao mesmo tempo nos ajudamos a responder ao chamado de Jesus.

Obrigada, Senhor, por nos comunicar a Palavra de Deus, e através dela, me encorajar e nos encorajar a lançar nossas redes em comunidade.

Frase para orar

Tua Palavra

Jesus. Eu sei quem tu és.

Tu és o Filho de Deus que com o seu testemunho tens feito vida à tua Palavra.

A tua Palavra, que não é imposta, mas quem quiser escuta a Palavra, acolhe aPalavra, e vive a Palavra.

Acontece que em mim a tua Palavra me inquieta, me movimenta por dentro, me questiona para torná-la vida. Sinto-me impelida pelo Espírito a fazê-la realidade, sem chegar à euforia, mas tendo consciência da minha própria realidade, como Tu fizeste.

Às vezes sinto cansaço, fraqueza… mas até a tua Palavra esta para estes momentos, encorajando-me e encorajando-nos a aproximarmo-nos de Ti, a nos dar descanso, a acompanhar-nos e a ajudar-nos nestes momentos de fragilidade.

Ajuda-me a ver-me «nua», com a minha forma de ser, as minhas tentações, as minhas cicatrizes… com o teu amor, com a tua misericórdia, com os talentos que me tens dado…

Tua Palavra me alimenta, me dá sentido e quero encarná-la todos os dias.

Obrigada, Jesus, por tua Palavra.

Reflexão

A aparência ou a sinceridade

Tirando a questão de preservar ou não as tradições e o sentido do puro e do impuro daquela época, a aparência ou a sinceridade vem à mente.

Posso «me lavar» muito por fora, preocupando-me em dar uma imagem de limpa, boa, amorosa, quando minhas únicas conversas privadas são voltadas para criticar os outros, em criar ódio no ambiente. Posso me lavar as mãos e ao mesmo tempo mentir para as pessoas com quem estou comendo ou compartindo todos os dias ao redor da mesa: o ódio, em vez do amor; a crueldade em vez da misericórdia.

Também posso ir à Eucaristia, ao rosário, a todo o tipo de orações mas, ao sair do templo ou local onde estava eu participando, reajo mesmo de forma oposta, eu me «desligo» de tal forma aqueles momentos que não afectam minha parte interna em tudo, a minha maneira de guiar minha vida, ao seu significado, aos meus sentimentos. Posso «honrar» – ou melhor, fingir que honro – a Deus com meus lábios, mas sem meu coração. Querer fingir o que não vivo, o que não sou, é querer enganar os outros e a mim mesmo. Pois bem, tenho a impressão de que, embora queira ter aquela dupla personalidade entre o que aparento e o que sou, no fim acabo por acreditar nessa aparência, naquelas falsas reflexões e justificações que partilho, e termino tendo uma vida onde a sinceridade está ausente.

Por isso, Senhor, te peço a graça de continuar crescendo na sinceridade, embora já te tenha dito outras vezes, porque sei que esse crescimento é vivido dia a dia.