Na oração, tenho contemplado o fariseu e o publicado (Lc 18, 9-14) e percebi a maneira diferente como eles oram.
A primeira impressão que me ocorre é a verborragia excessiva de alguém, justificando que «ganhou o céu»; enquanto ao outro, as poucas palavras que ele diz são para pedir compaixão a Deus.
Uma pessoa pode fazer muitas coisas boas, mas… de onde? Por orgulho ou por humildade? Pela aparência ou pela sinceridade? Do objetivo de «matar o tempo» ou da generosidade?

Ao ver o publicano, me pergunto se ele queria sê-lo, ou se não tinha outra jeito de ganhar o que precisa para viver. E apesar de poder mudar seu trabalho no futuro, a «etiqueta» continuaria a tê-lo. Essa condição social também afeta sua oração.
Eu olho para o seu rosto… Com o seu coração quebrantado e humilhado, crendo no Deus Misericordioso, ele pede compaixão. Ele faz uma oração que sai de dentro, do sentimento!
Depois de contemplar novamente esta cena, essas duas pessoas orando com atitudes muito diferentes, termino com uma frase que vem do Salmo 50, como uma oração dentro de mim:
Tem piedade de mim, ó Deus, por teu amor! Por tua grande compaixão, apaga a minha culpa…








