Quando estava começando minha adolescência, procurava um grupo de amigos. Através deles fui à tua casa e… fiquei lá dentro.
Nesse contato não houve falas, mas boas-vindas, amor, encontro.
Já faz tempo… anos, décadas, mas tua pergunta, o que estais procurando? isso me incomoda; eu ainda sinto isso.
Embora agora eu tenha a resposta: procuro-te a todo momento.
Procuro-te na capela, no meio do silêncio, sentindo sua presença, falando comigo por dentro.
Procuro-te nas pessoas que pedem ajuda, acolhimento, ternura, dignidade… e nas que são generosas, nas quais reflectem o teu amor com a sua atitude, com os seus gestos.
Na paisagem, no vento… e até no meio do barulho, às vezes te encontro.
O que procuras? Te procuro, Senhor, e às vezes te sinto com mais dificuldade, outras com menos, mas sabendo que tu me convidas todos os dias, a cada momento para um encontro.










