Mensagem do Papa

Mulheres nas instâncias de responsabilidade da Igreja – O Vídeo do Papa

Pelo batismo, todos somos chamados a ser discípulos missionários do Senhor. Muitas mulheres, respondendo a este chamado, mantêm a Igreja de pé em todo o mundo, com admirável dedicação e fervorosa fé. É o que reconhece o Santo Padre ao propor “que as mulheres tenham uma participação real e eficaz na organização, nas decisões mais importantes e na orientação das comunidades, mas sem deixar de fazê-lo com o estilo de sua marca feminina”. Não é a primeira vez que ele insiste em que as mulheres ocupem cargos de responsabilidade na Igreja e participem de seus organismos de decisão.

“Ninguém foi batizado sacerdote ou bispo. Não. Todos nós fomos batizados como leigos.

Leigos e leigas são protagonistas da Igreja.

Hoje é especialmente necessário ampliar os espaços com presença feminina relevante na Igreja.

E com presença leiga se entende, mas sublinhando o feminino, porque as mulheres costumam ser deixadas de lado.

Devemos promover a integração das mulheres nos lugares onde são tomadas decisões importantes.

Rezemos para que, em virtude do batismo, os fiéis leigos, e as mulheres de modo especial, participem mais das instâncias de responsabilidade da Igreja, sem cair em clericalismos que anulem o carisma laical.»

Reflexão

Feliz dia da Exaltação da cruz

Talvez existam pessoas que lhes possa chamar a atenção que celebramos com força este dia, exaltando a Cruz. Como podemos exaltar o «objeto» com o qual Jesus foi humilhado e matado?

Sua «culpa», a causa que causou essa morte humilhante e violenta, foi o amor até o
extremo. E é isso que a Cruz representa para nós: o amor ilimitado do Pai, que se vê na vida e na entrega o Filho, com a força Espírito Santo.

Jesus, na sua humanidade, viveu momentos indecisos em meio do perigo, como nos reflete a oração no Getsêmani (Mc 14,32-42). Mas seu amor era mais forte, ele tinha um amor sem limites e se arriscava ao extremo.

A cruz é a imagem do amor incondicional.

Estes dias, pessoas que refletem esse amor vêm à mente.

Há pessoas que morreram por este motivo, como a Irmã Maria Laura, que se sentiu mais motivada a acolher a jovem do que o risco que poderia acontecer ao sair naquele momento.

Recordo-me também de Pedro Casaldáliga, falecido recentemente por motivo de doença e idade, mas que várias vezes teve de se proteger devido às ameaças recebidas. A razão é que ele foi um grande defensor das etnias indígenas da Amazônia.

A cruz – como escrevi no início – é também o reflexo do sofrimento. Irmã Maria Laura, Pedro Casaldáliga e tantos outros conhecidos e anônimos ajudam aos crucificados de hoje, ajudam a descer da cruz, a sair dessas situações, com amor sem limites, como verdadeiros seguidores de Jesus.

Uma vida dada nem sempre tem que ser um risco sério. O que acontece é que muitas vezes – senão todas – é preciso ir “contra a corrente”, contra o ambiente consumista e individualista que se percebe.

Meu desejo – apesar de me sentir muitas vezes insignificante – é aliviar a
miséria e o sofrimento para os pobres, é ensinar-lhes o plano de amor de Deus para cada pessoa.

Que a ação do Espírito em nós nos ajude a refletir um amor sem limites, na simplicidade de nossas vidas.