Frase para orar, Reflexão

Atentos, rezem para terem força e para ficarem de pé

«Fiquem atentos e rezem todo o tempo, a fim de terem força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficarem de pé diante do Filho do Homem».

Para mim, esta é a frase importante para hoje. Fiquem atentos aos acontecimentos; não nos «isolar» da realidade. Diante do que está acontecendo no mundo, no país, na cidade, no bairro… o que você me diz? O que me questiona? Muda minha maneira de pensar, de ver as coisas? Isso me motiva? Alegra-me? Isso me deixa triste?… Isso me compromete com alguma coisa?

Deus também fala através dos acontecimentos, fala com a história, na história. Ele mesmo entrou na história ao se encarnar. Ele mesmo se tornou um homem.

É verdade que às vezes a situação é excessivamente pesada; eu me sinto sem forças. Jesus conhece esta situação, porque também a viveu na própria carne e a oração foi o seu recurso, foi o seu meio para obter as forças que ele precisava.

Senhor, ajuda-me a crescer na atitude de estar atenta, para saber ouvir o que me dizes, e que na oração diária, reúna a força necessária para continuar de pé, respondendo ao teu chamado.

Frase para orar, Reflexão

Levantem-se e ergam a cabeça, porque a libertação de vocês está próxima

A parte do evangelho que temos hoje é um fragmento do texto apocalíptico que está no Evangelho de Lucas (Lc 21, 20-28). Uma vez que tem diferentes modos de expressão no mesmo evangelho.

Existem coisas que temos dificuldade em expressar, apesar da rica linguagem de palavras que possuímos e recorremos à poesia, canções, ditos ou expressões que não devem ser entendidos literalmente. Por exemplo: quando estamos sofrendo de uma situação e dizemos que «nossos corações estão partidos».

Mas para mim o mais importante é essa mensagem de esperança. Nem tudo está sofrendo. Vamos viver com uma luz de esperança; não vamos olhar para o chão, mas levantar a cabeça.

De imediato começaremos a celebrar o tempo do Advento, a nos prepararmos para a vinda de Jesus, que fez e faz parte da nossa história, contagiando-nos de esperança, libertação… do amor de Deus.

Obrigada, Senhor, por me dar a dignidade de erguer a cabeça, de me libertar de dentro, de viver as dificuldades com esperança e em breve começar a celebrar a sua chegada na nossa história, na minha história.

Reflexão

Cuidado para que vocês não sejam enganados

Jesus disse-nos: «Cuidado para que vocês não sejam enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo «Sou eu» ou «O tempo já chegou», não sigam essa gente».

Lendo isso, veio à mente quando íamos iniciar o novo milênio e tanto se falava que o mundo ia acabar. Acontece que vinte anos depois, a vida continua. Não nego que é difícil, ainda mais com este ano, com tanta morte pelo Covit 19. Mas não podemos negar que outras vezes também ocorreram situações com muitas mortes por outras epidemias, guerras, fomes devido a secas… e a vida continuou.

Isso não significa que neguemos a morte, porque é uma outra etapa da vida, que graças à nossa fé vivemos essa dor desde a esperança. Mas o que devemos fazer não é pensar que este mundo está acabando agora, porque nem o próprio Jesus sabia o momento. Ele apenas disse que não será logo o fim.

Vivamos este tempo de dúvida, incerteza, dor… alimentados com a beleza do amor e da esperança que Jesus contagiou e continua contagiando às pessoas que o ouvem.

Reflexão

Jesus… disse chorando

Há dois detalhes que nesses quatro versículos de Lucas me chamam (Lc 19,41-44).

O primeiro é que Jesus chora, ele não é passivo, mas compassivo, ele tem sentimentos e não os esconde, porque em outro texto ele também o faz na frente das pessoas.

Os outros versículos, depende de como você lê, depende da imagem que você tem de Deus, pode ser uma ameaça quando diz: «eles esmagarão você e seus filhos dentro, e não deixarão em você pedra sobre pedra. Porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para visitá-la». Mas não é uma ameaça que Jesus nos faz, mas sim um «aviso».

Um aviso de que não reconhecê-lo pode tornar nossa vida fria, sem sentido… Sem reconhecer o Deus Amor, acabamos louvando o Deus Dinheiro, que nos faz fechar-nos em nós mesmos, nos isolamos dos outros, criamos outro tipo de solidão. No final, a ausência de amor gera inimigos e violência que não precisa ser física. Uma humilhação na frente das pessoas pode deixar uma marca maior do que um bofetada.

Jesus, eu te reconheço todos os dias e te agradeço por ter-me refletido em tua vida a Deus Amor, Deus de Compaixão.

Reflexão

Meu Zaqueu de dentro

Ao começar a ler o texto de Zaqueu (Lc 19, 1-10), a primeira coisa que me vem à mente é o «etiqueta». Muitas vezes -senão sempre- quando conhecemos um pouco uma pessoa, tendemos a etiquetá-la com diferentes qualidades: epiléptica, retardada, generosa, egoísta, preguiçosa… E esses rótulos, em geral, ficam por toda a vida. Achamos que o «cobrador de impostos», o egoísta, nunca vai mudar. É verdade que se você olhar a vida de políticos corruptos… seria difícil para nós ver sinais de conversão, mas… eu não tenho nada de Zaqueu? Às vezes não tenho pensamentos e/ou ações egoístas? Não quero por vezes apoderar-me de certas riquezas, que nem sempre têm de ser materiais (dons, aptidões …)?

Mas Zaqueu tem outra qualidade que é positiva. Ele fez tudo o que tem ao seu alcance para ver Jesus e vê-lo da melhor maneira possível. Ele era baixo, mas subiu na figueira. E o próprio Jesus se «convidou» a ir à casa de Zaqueu. Veria ele nesse esforço de escalar a figueira, uma atitude de «conversão», de disponibilidade para mudar? Não sei. A verdade é que sim. Jesus acolheu Zaqueu em sua «família» e Zaqueu acolheu Jesus em sua casa.

Aquela parte positiva de fazer tudo o que está à meu alcance, de reconhecer minhas falhas, minhas fraquezas e ao mesmo tempo, de não me cansar de subir na figueira -por exemplo com a oração-, para ver mais claramente o convite que me faz cada dia: «desce depressa, porque hoje preciso ficar em sua casa».

Reflexão

O homem e seus empregados

Na parábola do homem e seus empregados, quando orei, concentrei-me em três pontos.

Primeiro, quando diz que: «Chamando seus empregados, entregou seus bens a eles. A um deu cinco talentos, a outro dois e um ao terceiro: a cada qual de acordo com a própria capacidade». Ninguém pede mais do que pode, nem ele os compara, simplesmente pede de acordo com a capacidade de cada um, nem mais… nem menos… Bem, até a recompensa é a mesma, para quem exerceu as suas capacidades. Ele responde a ambos da mesma forma: «Muito bem, empregado bom e fiel! Como você foi fiel na administração de tão pouco, eu lhe confiarei muito mais. Venha participar da minha alegria».

A segunda coisa que me veio à cabeça é o medo do terceiro trabalhador: «fiquei com medo» O medo que, por exemplo, diante do perigo, te faz correr ou te paralisa e, há pessoas que, diante de uma situação que não é arriscada, te faz reagir assim por causa de situações passadas.

Mas voltando ao texto, antes de dizer que estava com medo, ele diz: «Senhor, eu sei que tu és um homem severo pois colhes onde não plantaste e recolhes onde não semeaste». E ao mesmo tempo me pergunto: é este o verdadeiro Deus ou é a imagem que ele tinha Dele e aquela imagem lhe causou medo, paralisou-o? E trazendo para a minha realidade: que imagem tenho de Deus? Tenho a imagem do Deus juiz castigador – que infelizmente houve um tempo que assim se transmitiu – ou do Pai Misericordioso?

Senhor, obrigado por me confiar uma missão de acordo com minha capacidade. Que abrindo-me à tua graça, possa superar os medos que por várias razões tenho e às vezes me paralisam.