Foi esta frase que me inquietou. O Reino de Deus está no meio de nós! Mas o que é o Reino de Deus? Jesus nunca o definiu, mas deu exemplos. Porém, desta vez, não quis ler os exemplos que estão na Bíblia, e quis observar um pequeno texto de «A alternativa de Jesus» escrito por José Antonio Pagola.
O seguinte está escrito:
«Não é de estranhar que, confiando a sua missão aos seus discípulos, Jesus os imagine não como médicos, hierarcas, liturgistas ou teólogos, mas como curandeiros: «Proclamai que o reino de Deus está no meio de vocês: curar os enfermos, ressuscitar os mortos, limpar os leprosos, expulsar demônios. Você recebeu de graça, dê de graça.» A primeira tarefa dos seguidores não é celebrar cultos, elaborar teologia, pregar moral, mas curar, libertar do mal, curar a sociedade, ajudar a viver de maneira saudável. Este programa terapêutico é o caminho do reino de Deus.»
«No reino de Deus havia lugar para pecadores, cobradores de impostos e prostitutas. Ele não se dirigia a eles em nome de um juiz irritado, mas de uma forma amigável e acolhedora, em nome de um Pai compassivo.»
«O reino de Deus é uma mesa aberta onde todos se podem sentar. Você não precisa mais se reunir em torno de mesas separadas que excluem outras pessoas para salvaguardar sua própria identidade. A identidade do grupo de Jesus não é excluir ninguém.»

Se voltarmos à frase que «o Reino de Deus está no meio de nós» (Lc 17, 21), significa que o nosso coração nos leva a acolher sem discriminação por ser cobradores de impostos ou prostitutas… ser pobres, estar doentes, ter alguma deficiência, sofrer de um problema emocional, ser indígena… E essa acolhida nos leva à escuta que liberta e cura a pessoa, liberta-a do mal, tira-a do desânimo.
Cada vez que vivemos fatos como esses, estamos nos fazendo presentes, estamos vivendo, fazendo vida o Reino de Deus.








