
Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons.
(Mt 22, 10)

Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons.
(Mt 22, 10)
Pelo batismo, todos somos chamados a ser discípulos missionários do Senhor. Muitas mulheres, respondendo a este chamado, mantêm a Igreja de pé em todo o mundo, com admirável dedicação e fervorosa fé. É o que reconhece o Santo Padre ao propor “que as mulheres tenham uma participação real e eficaz na organização, nas decisões mais importantes e na orientação das comunidades, mas sem deixar de fazê-lo com o estilo de sua marca feminina”. Não é a primeira vez que ele insiste em que as mulheres ocupem cargos de responsabilidade na Igreja e participem de seus organismos de decisão.
“Ninguém foi batizado sacerdote ou bispo. Não. Todos nós fomos batizados como leigos.
Leigos e leigas são protagonistas da Igreja.
Hoje é especialmente necessário ampliar os espaços com presença feminina relevante na Igreja.
E com presença leiga se entende, mas sublinhando o feminino, porque as mulheres costumam ser deixadas de lado.
Devemos promover a integração das mulheres nos lugares onde são tomadas decisões importantes.
Rezemos para que, em virtude do batismo, os fiéis leigos, e as mulheres de modo especial, participem mais das instâncias de responsabilidade da Igreja, sem cair em clericalismos que anulem o carisma laical.»
«Vocês nunca leram na Escritura: A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra mais importante; isso foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos? Por isso eu lhes afirmo: o Reino de Deus será tirado de vocês, e será entregue a uma nação que produzirá seus frutos».
(Mt 21, 43-44)


«Pois eu garanto a vocês: os cobradores de impostos e as prostitutas vão entrar antes de vocês no Reino do Céu. Porque João veio até vocês para mostrar o caminho da justiça, e vocês não acreditaram nele. Os cobradores de impostos e as prostitutas acreditaram nele».
(Mt 21, 31-32)

«Eu quero dar também a esse, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você. Não tenho o direito de fazer o que eu quero com aquilo que me pertence? Ou você está com ciúme porque estou sendo generoso?»
(Mt 20, 15)
Talvez existam pessoas que lhes possa chamar a atenção que celebramos com força este dia, exaltando a Cruz. Como podemos exaltar o «objeto» com o qual Jesus foi humilhado e matado?

Sua «culpa», a causa que causou essa morte humilhante e violenta, foi o amor até o
extremo. E é isso que a Cruz representa para nós: o amor ilimitado do Pai, que se vê na vida e na entrega o Filho, com a força Espírito Santo.
Jesus, na sua humanidade, viveu momentos indecisos em meio do perigo, como nos reflete a oração no Getsêmani (Mc 14,32-42). Mas seu amor era mais forte, ele tinha um amor sem limites e se arriscava ao extremo.
A cruz é a imagem do amor incondicional.

Estes dias, pessoas que refletem esse amor vêm à mente.
Há pessoas que morreram por este motivo, como a Irmã Maria Laura, que se sentiu mais motivada a acolher a jovem do que o risco que poderia acontecer ao sair naquele momento.
Recordo-me também de Pedro Casaldáliga, falecido recentemente por motivo de doença e idade, mas que várias vezes teve de se proteger devido às ameaças recebidas. A razão é que ele foi um grande defensor das etnias indígenas da Amazônia.

A cruz – como escrevi no início – é também o reflexo do sofrimento. Irmã Maria Laura, Pedro Casaldáliga e tantos outros conhecidos e anônimos ajudam aos crucificados de hoje, ajudam a descer da cruz, a sair dessas situações, com amor sem limites, como verdadeiros seguidores de Jesus.
Uma vida dada nem sempre tem que ser um risco sério. O que acontece é que muitas vezes – senão todas – é preciso ir “contra a corrente”, contra o ambiente consumista e individualista que se percebe.
Meu desejo – apesar de me sentir muitas vezes insignificante – é aliviar a
miséria e o sofrimento para os pobres, é ensinar-lhes o plano de amor de Deus para cada pessoa.
Que a ação do Espírito em nós nos ajude a refletir um amor sem limites, na simplicidade de nossas vidas.

«Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não lhe digo que até sete vezes, mas que até setenta vezes sete».
(Mt 18, 21)
O que sua Palavra tem? O que há que me movimenta, mesmo às vezes, quando minha lógica não entende?

Pela sua Palavra, vou avançar cada vez mais profundo como você faz quando entra e se aprofunda na minha vida.
Vou lançar as redes, apesar de não acreditar que vou conseguir peixes, frutas… o resultado “visível” do esforço feito. Eu sei que a sua presença «invisível» mas palpável, sempre vai a estar.
Eu sei que lhe responder nunca vai ser em vão. «À sua palavra, vou lançar as redes” (Lc 5, 5).
«Temos que nos convencer de que desacelerar um determinado ritmo de produção e consumo pode conduzir a outro modo de progresso e desenvolvimento» . O Papa Francisco nos diz que é impossível manter o nível atual de consumo nos países mais desenvolvidos à custa da exploração dos recursos naturais do restante do planeta. Temos que abandonar o hábito do descarte e acabar com os desequilíbrios comerciais que têm tantas consequências ruins para a ecologia.
«Estamos espremendo os bens do planeta. Espremendo-os, como se fosse uma laranja.
Países e empresas do Norte enriqueceram explorando dons naturais do Sul, gerando uma «dívida ecológica». Quem pagará essa dívida?
Além disso, a «dívida ecológica» é ampliada quando multinacionais fazem fora de seus países o que elas não têm permissão para fazer nos seus. É ultrajante.
Hoje, não amanhã, hoje, temos que cuidar da Criação com responsabilidade.
Rezemos para que os recursos do planeta não sejam saqueados, mas partilhados de forma justa e respeitosa.
Não ao saque, sim à partilha.»

«Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que um homem pode dar em troca da sua vida? »
(Mt 16, 26)
Espaço da comunidade FEBIC da América Latina e do Caribe