Para que Jesus cure, depende não apenas da sua compaixão, mas também da confiança e da fé das pessoas que lhe pedem.

No caso dos dez leprosos, eles não foram curados instantaneamente, mas enquanto estavam a caminho. Em outras palavras, eles ousaram partir, como Jesus lhes disse, mesmo não estando «limpos»! Imagino que tenham sido movidos pela fé, pela confiança naquela «sanação».
Um deles, o samaritano, o excluído, é aquele que, ao perceber que estava curado, antes de chegar aos sacerdotes, retorna a Jesus para lhe agradecer. Os outros nove pediram-lhe compaixão, mas não agradeceram.
Por que não foram gratos? Teriam fé e se lembrado dele apenas porque lhes convinha libertar-se da exclusão? Até que ponto viveram e permaneceram conscientes de sua cura?
A isso devemos acrescentar que a verdadeira cura não é apenas física, mas na sua totalidade: em sua vida interior alegre e grata; na sua vida espiritual, tendo reconhecido pela fé que Jesus o «curou»; na sua vida social, sendo capaz de se reintegrar aos outros.
Senhor, ajuda-me a curar-me verdadeiramente, nos momentos da vida em que adoeço por vários motivos, e que eu não me esqueça de te agradecer por isso.









