
«Aquele sobre quem vires descer o Espírito e pousar sobre ele, este é o que batiza com o Espírito Santo».
(Jo 1, 33)

«Aquele sobre quem vires descer o Espírito e pousar sobre ele, este é o que batiza com o Espírito Santo».
(Jo 1, 33)

Ao passar, Jesus viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe:
«Segue-me».
Ele se levantou e o seguiu.
(Mc 2, 14)

Cheio de compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse:
«Eu quero: fica limpo!».
(Mc 1, 41)

Ao verem a estrela, encheram-se de grande alegria.
Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe.
Prostraram-se diante dele e o adoraram.
Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes:
ouro, incenso e mirra.
(Mt 2,10-11)
Começo com algumas perguntas que me vêm à mente ao ler o prólogo do Evangelho de João: Como expressar o inexpressável? Como apresentar a existência do Criador e Sua Encarnação? Ao mesmo tempo, como expressar nessas poucas frases as diversas reações das pessoas: crer nele ou não?

O que fica claro é que somos livres para crer nEle ou não, sem esquecer que aqueles que têm a graça da fé possuem uma força – não gosto particularmente da palavra «poder» por causa de como ela pode ser interpretada – que nos ajuda a viver cada dia de forma diferente: a viver com profundidade, não superficialmente; a dar sentido à vida; a nos permitir crescer no amor e em tudo o que ele implica…
Ser filhos e filhas de Deus nos faz pensar no Pai: no que Ele nos ensina, no amor recíproco que experimentamos graças a Ele, em Sua misericórdia.
Reconheço que repito certas coisas, e isso porque elas são fundamentais, pelo menos para mim.
É por isso que quero recebê-Lo em minha casa todos os dias. Quero conhecê-Lo e reconhecê-Lo. Quero viver, com a Sua graça, o compromisso de ser filha de Deus, Sua filha.

«Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos».
(Lc 2, 29-31)

«Levanta-te, toma o menino e sua mãe e volta para a terra de Israel, pois já morreram os que atentavam contra a vida do menino».
(Mt 2, 20)

«Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma boa notícia, que será uma grande alegria para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor.»
(Lc 2, 10-11)

Todos os que ouviam estas coisas guardavam-nas no coração e diziam: «O que virá a ser este menino?» De fato, a mão do Senhor estava com ele.
(Lc 1, 66)
Durante o Advento, a leitura do Evangelho é frequentemente repetida. Se pararmos para pensar, temos lido esta passagem há poucos dias.
Creio que esta repetição é importante e, para mim, neste momento, trata-se da frase: «Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho,e lhe darão o nome de Emanuel,que quer dizer: Deus conosco» (Mt 1, 23).

Em outras palavras, com esse nome, Deus insiste que Ele está conosco; Ele não nos abandona. O problema é que queremos vê-Lo em Algo ou Alguém sobrenatural, «onipotente», e não sei se se pode sequer dizer: em algo «óbvio», algo que torne a Sua presença evidente. No entanto, Ele se aproxima de nós em uma criança recém-nascida, indefesa, dependente; em alguém tão «comum» que é difícil reconhecê-Lo.
Às vezes, não só durante este período litúrgico, me pergunto onde, quando e como Ele se fez presente para mim em um determinado dia ou evento, pois Ele continua a fazendo parte da minha história, da nossa história.
Obrigada, Senhor, por se aproximar de nós… por estar conosco.
Espaço da comunidade FEBIC da América Latina e do Caribe