Frase para orar, Reflexão

O dono da pensão

Quando lemos o texto conhecido como «o bom samaritano» (Lc 10, 25-37), olhamos três personagens da parábola: o sacerdote, o levita e o samaritano. E mesmo Jesus se refere apenas a eles quando faz a pergunta: «Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?»

Mas por que não levar em conta também o dono da pensão? Quantas vezes para ajudar alguém, precisamos da ajuda de outra pessoa?

Haverá quem diga que o faz por dinheiro, pelos denários que o samaritano lhe deu. E eu me pergunto: cuidar de uma pessoa ferida faz parte do trabalho de um dono da pensão? Em que ele precisou de ajuda? Eu não acho que estava apenas trazendo comida para ele, nem acho que depois de um dia ele não dependa da ajuda de outra pessoa, porque o deixaram meio morto.

Trazendo mais para a vida atual, as pessoas que ajudam quase secretamente ou recebem o mínimo de dinheiro, só o que é necessário para viver vem à mente: aqueles que caridosamente começam a limpar a paróquia nos momentos em que ninguém está lá -sem conhecer muitos paroquianos quem são-, colocam todo o seu esforço na decoração, compartilham sua habilidade, sua «mão de trabalho»…; aqueles que em seu trabalho fazem outras coisas que não são de sua responsabilidade, mas o fazem para ajudar os outros…; ou como acontece na Cáritas que roupas e alimentos são doados – na maioria das vezes – por pessoas anônimas.

Certamente há muitas mais situações que cada um de nós pode especificar em nossas vidas e que em todas elas, por mais diferentes que sejam, há uma coisa que as une: o amor.

O amor não é «mostrado», mas instintivamente -sem pensar- é testemunhado. O amor leva ao afeto, afeição, compaixão. O amor se move para dar o que pode, não te deixa parado. E o amor não tem preço!

Ao mesmo tempo, me vem uma pergunta: fui e sou às vezes como o dono da pensão? E tu?