Frase para orar, Reflexão

OS POBRES

«Deixa-a; ela guardou isto para o dia da minha sepultura.
Pobres sempre tereis convosco; a mim, porém, nem sempre tereis.»
(Jo 12, 7-8)

É verdade. Neste momento, não está Ele físicamente para que possamos perfumar. E, no entanto, ainda temos os pobres. Os pobres não são definidos apenas pela privação material — comida, abrigo, trabalho digno — mas também pela falta de integração na sociedade, pela rejeição devido à raça, doença ou muitos outros motivos.

Agora é a hora de gastar dinheiro, perfume, companhia, tempo… em favor dos pobres.

Mensagem do Papa

A CIVILIZAÇÃO DO AMOR

Caríssimos, peçamos a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos. Peçamos a força dum jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor.
(Papa Leão XIV, Quaresma de 2026)

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CREIO

«Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo». (Jo 11, 27)

Como Marta, Jesus, eu creio.

Creio que tu és o Filho de Deus,
que precisava vir ao mundo
para tornar mais visível e tangível
o amor de Deus Pai,
amor extremo,
amor verdadeiro, sem limites.

Creio em ti, Cristo,
e na tua presença aqui, agora,
onde estamos reunidos em teu nome,
que nos alenta e guia a tua Palavra,
e nos envia a sair
para compartilhá-la e vivê-la com os demais,
como tu mesmo fizeste.

Creio em ti e… o que posso dizer?
Tu és o sentido da minha vida!

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PALAVRAS DE ESPERANÇA E PAZ

…Gostaria de vos convidar a uma forma de abstinência muito concreta e frequentemente pouco apreciada, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo. Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias. Em vez disso, esforcemo-nos por aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza: na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social, nas comunidades cristãs. Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz…

(Papa Leão XIV; Mensagem da Quaresma 2026)

Reflexão

«EU CREIO, SENHOR»

O Evangelho do cego de nascença me ajuda a compreender as diferentes etapas de crescimento da fé de uma pessoa.

Sinto uma forte conexão com o momento em que Jesus coloca lama nos olhos do homem e lhe diz: «Vai lavar-te no tanque de Siloé» (que significa Enviado). Não me lembro de ter ouvido essas palavras exatas, mas me lembro do processo. Do fato de ele ter cruzado meu caminho — sem que eu o procurasse — e não ter me dado tudo de bandeja. Minha cura, minha integração na sociedade, dependem das pessoas ao meu redor e de eu também fazer algo para alcançá-la, de eu também tomar uma atitude.

Com o passar do tempo, as pessoas -e eu mesma- começamos a questionar quem Jesus realmente era. Ao longo do tempo, essa resposta teórica evoluiu para uma experiência consciente de fé crescente, paz, alegria e esperança… até que o encontro chegou, a experiência que chama, que impulsiona, que me leva a adorá-Lo e reconhecê-Lo apesar das palavras que outros possam dizer, neste ambiente onde a fé é quase vivida em segredo.

Por isso, há algum tempo, respondi — e respondo todos os dias — «Eu creio, Senhor».

Obrigada, Senhor: pelos encontros contigo; pela fé que confirma a tua presença, mesmo quando nem sempre a sinto; pela confiança que depositas em mim todos os dias; por seres o meu guia a cada dia…

Reflexão

COMO É BOM ESTARMOS AQUI!

Hoje começo com a frase: «Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias» (Mt 17,4).

Quem não gostaria de estar nesses momentos de encontro com Jesus? Esses momentos de paz que não conseguimos descrever com palavras e, como Pedro, surge o desejo de construir «três tendas» – apesar de não saber o que estava dizendo – para poder passar mais tempo com Ele.

Mas não podemos esquecer que esses verdadeiros encontros com Ele nos fazem «descer da montanha» e retornar à realidade, que às vezes é cercada por pobreza, violência e guerras sem sentido.

Atualmente, em muitos lugares, aqueles de nós que temos fé, que somos cristãos, somos considerados «loucos». Como podemos crer diante dessa realidade? Isso torna ainda mais difícil para nós expressarmos a verdade viva que reafirma a nossa fé. Há momentos em que não é apropriado compartilhar em palavras o que vivenciamos — «não conte a ninguém essa visão…» — mas podemos compartilhar através de nossas vidas, através do nosso testemunho.

Senhor, obrigada por esses encontros contigo, que me inspiram a continuar compartilhando a tua paz e o teu amor com aqueles que me rodeiam.