«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.» (Mc 16, 15)

«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.» (Mc 16, 15)

Sabemos a importância do sal e da luz, mas ultimamente tenho me concentrado no detalhe de garantir que esteja equilibrado.
Se tiver pouco sal quase não se nota, falta e em excesso estraga a comida além de aumentar a pressão e prejudicar a saúde.
Se a luz for pouca, dificilmente ilumina e se for demais, ofusca.

Não quero e nem devo esconder aquela luz que tenho e que ilumina o meu caminho, como diz Mt 5,15: «Nem se acende uma luz para colocÔ-la debaixo do alqueire, mas sim para colocÔ-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.»
A minha pergunta Ć© o que devo fazer para ser sal e luz, para salgar e iluminar aqueles que me rodeiam da forma mais equilibrada possĆvel ā nĆ£o ouso dizer completamente equilibrada ā para iluminar e viver boas obras, e assim dar glória ao Pai.
Que boas obras eu faƧo? De quais boas obras eu participo? Como vivo esse compromisso? Desde onde eu vivo isso?
Como interajo com as pessoas no dia a dia? De onde eu olho a gente? Tenho a reação de boas-vindas āautomĆ”ticaā?
Senhor, peƧo-te a graƧa de ser sal e luz, da melhor maneira possĆvel, com as pessoas com quem convivo, com quem trabalho, com quem colaboro⦠com as pessoas que encontro no meu dia a dia.

Tenho sede de Ti, Senhor, de Ti Deus vivo.
Eu quero vĆŖ-te face a face
para que possas me dizer instantaneamente tuas respostas
mesmo que seja apenas com um olhar.
Eu quero ver teu rosto, Senhor,
para que eu coordene meus pensamentos com meus sentimentosā¦
e poder responder com certeza
de uma maneira especĆfica para tua chamada.
Desejo serenidade
no meio deste momento de turbulĆŖncia,
de inquietação, de incertezaā¦
Eu sei que, apesar de tudo,
terei um momento de calma contigo,
terei um momento de consolo.
JoĆ£o Batista disse: Ā«Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual nĆ£o sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calƧado. Eu vos batizei com Ć”gua; ele, porĆ©m, vos batizarĆ” no EspĆrito SantoĀ» (Mc 1, 7-8).

Sim. Ć certo. Ć mais poderoso. Mas nĆ£o do poder que quase automaticamente imaginamos: poder de impor ou riqueza. Seu poder Ć© o EspĆrito Santo.
EspĆrito que te move a partilhar o Amor do Pai e te leva ao serviƧo: a partilhar a Palavra, o tempo, as capacidades⦠tudo desde dentro, com sentido.
E quantas pessoas cruzaram a minha vida, que continuam a refletir esse Amor, tornando viva a Palavra, a partir da humildade e do serviƧo!
Obrigada, Senhor, por cruzar no meu caminho atravĆ©s delas e me ajudar com o EspĆrito a refletir tua Palavra em minha vida.
Ā«Naquela noite que se tornou santa pelo nascimento do Salvador encontramos um outro sinal poderoso: a pequenez de Deus. Os anjos mostram aos pastores um menino nascido numa manjedoura. NaĢo um sinal de poder, de autossuficieĢncia ou de soberba. NaĢo. O Deus eterno reduz-Se a Si proĢprio a um ser humano indefeso, pobre, humilde. Deus rebaixou-Se para que noĢs possamos caminhar com Ele e para que Ele possa poĢr-Se ao nosso lado; Deus naĢo quer poĢr-Se acima ou longe de noĢs.Ā»
(Livro: O presƩpio do Papa Francisco)
Que possamos reconhecer Deus na imensidão da sua pequenez.
FELIZ NATAL!

Como Ć© estar āvigiandoā mesmo nos momentos de descanso necessĆ”rios a qualquer pessoa? Como Ć© estar vigiando na alegria e na tristeza, no trabalho e no descanso, na festa e no dia a dia?
Acho que āesta vigiandoā Ć© uma atitude. Ć viver conscientemente, tentando nĆ£o cair na rotina, fazer coisas mecanicamente que, quando mudo em algum momento do caminho, me confunde, me desorienta. Ć sentir cada segundo.
Neste āexemploā que Jesus nos dĆ”, diz que: ānĆ£o sabeis quando o dono da casa vem: Ć tarde, Ć meia-noite, de madrugada ou ao amanhecerā. NĆ£o fala de chegar um dia ou outro, mas sim dos diferentes momentos que podem existir num dia, desde a tarde atĆ© Ć manhĆ£ seguinte ou, com outras palavras, em 24 horas.
Ele vem e estĆ” presente todos os nossos dias.
EntĆ£o me pergunto: estoy todos os dias Ā«atentaā consciente de sua presenƧa?
Isto me traz Ć mente tambĆ©m o exame de consciĆŖncia de Santo InĆ”cio que: ānĆ£o Ć© um exame de consciĆŖncia tĆpico, nem se trata de ver apenas os meus pecados, mas sim de rever cada dia com Ele, para descobrir onde e como se tornaram presentes, e como ele me convida a segui-lo mais e melhor nos aspectos concretos da minha vidaā.
Esse Advento, essa vinda e essa atitude de espera que às vezes posso experimentar de algo muito distante, posso vivê-lo agora, no hoje, na vida cotidiana porque Ele estÔ presente aqui e agora. Outra coisa é que estou ciente de sua presença.
Obrigada, Senhor, por estar comigo e com todos todos os dias. Ajudai-nos a estar conscientes da tua presenƧa; ajudai-nos a viver cada dia āvigiadoā.
Hoje hĆ” uma cadeia de perguntas e um dos fariseus ā nĆ£o sei se com boas ou ruins intenƧƵes ā pergunta a Jesus qual Ć© o maior mandamento da Lei. A isto Jesus responde. Ā«AmarĆ”s o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimentoĀ» (Mt 22,37).
EntĆ£o me pergunto: como amo o Senhor? Em parte faƧo isso amando a sua criação, que Ć© o seu reflexo, e nessa criação estĆ” o meu próximo, estĆ£o as pessoas de outros paĆses e aquelas que tenho ao meu lado, que quando ouƧo o seu nome as identifico, coloco o rosto deles.

O amor a Deus e o amor ao próximo estão juntos. Como diz Jesus, o segundo mandamento é «semelhante» o primeiro: «AmarÔs ao teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22,39). Isso me leva a questionar como amo meu próximo.
Nesse momento me vem uma lembranƧa de que antes estĆ”vamos fechados no amor ao próximo, esquecendo de nós mesmos. Agora percebemos que o melhor Ć© o equilĆbrio: o amor pelos outros e tambĆ©m por mim mesmo, Ā«me preocuparĀ» de mim tambĆ©m. E a forma de nĆ£o cair no egocentrismo Ć© tratar os outros como gostaria de ser tratado eu; Ć© essa empatia. Ć esse amor pelo próximo e por mim mesmo que Ć© inseparĆ”vel um do outro. E no meio desse amor autĆŖntico estĆ” o amor consciente ou inconsciente de Deus.
Obrigada, Senhor, por nos ensinar a amar e a fazer uma vida plena com amor.
Senhor, todos os dias eu quero ir de madrugada
para que me «contrates»,
para que vocĆŖ confies em mim o que quiser
e acredites no que posso fazer na tua vinha.

Eu sei que nĆ£o vais me pedir algo impossĆvel,
embora isso não signifique que não tenha dificuldade.
Sei tambĆ©m que me pagarĆ”s o que for Ā«justoĀ»ā¦
desde a tua justiƧa, desde a melhor.
EntĆ£o, nĆ£o peƧo nenhum mĆnimo.
Eu só desejo, a mesma coisa que tu desejas de mim:
trabalhar na tua vinha, na tua Igreja, na tua paróquia,
mesmo que, Ć s vezes, esteja em pleno sol.
O fato de estar lĆ”
com outros irmãos e irmãs
jƔ Ʃ salƔrio suficiente para mim
para me alimentar naquele dia.
Senhor, obrigada por me convidar
para trabalhar na tua vinha.
Senhor, não sou digna de tu entrar em minha casa,
na minha vida, dentro de mimā¦
mas tens entrado
e me tens dado a fƩ que me move,
que guia minha vida.
Senhor, nĆ£o me sinto digna de nenhum diĆ”logo contigoā¦
mas tu tens falado comigo em um clima sereno
e tens feito que todos os meus sentidos
estejam atentos Ć tua Palavra.
Senhor, não acho que sou digna de tua confiança em mim,
na minha constĆ¢nciaā¦
mas tu tens confiado e me tens dado uma missão.
Obrigada, Senhor, por me tornar digna.


Todos os dias Tu me dizes: «Coragem!»
E tua Palavra me dƔ encorajamento e forƧa
para comeƧar o dia.
Todos os dias Tu me dizes: «Sou eu.»
E me ajudas a reconhecer tua presenƧa
nas alegrias e nas tristezas,
no trabalho e no descanso,
estando sozinha e acompanhada,
em todos os momentos da vida diƔria.
Todos os dias Tu me dizes: «Não tenhas medo.»
E me encorajas a nomear meus medos
e seguir em frente, apesar deles,
porque eu sei que em cada queda
Tu vais me segurar com a mão.
Então, como responder às tuas palavras?
Eu te reconheƧo, Senhor,
e sou encorajada a seguir teus passos.
EspaƧo da comunidade FEBIC da AmƩrica Latina e do Caribe